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A Umidade Relativa do Ar nos Setores de Construção e Mineração

A umidade do ar é basicamente a água no estado de vapor. Sua presença é indispensável para o surgimento e manutenção da vida na Terra.

22 set 2021 15h42
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A umidade do ar é basicamente a água no estado de vapor. Sua presença é indispensável para o surgimento e manutenção da vida na Terra. Além disso, é o gás mais importante para a meteorologia, sendo o protagonista dos sistemas e fenômenos causadores de chuva. Também está fortemente associada à sensação térmica e à temperatura, pois quanto maior (menor) a temperatura, maior (menor) a capacidade do ar em reter vapor.

A umidade relativa do ar (UR) é a forma mais comum de medir a umidade atmosférica. Ela é a relação entre a quantidade de vapor em suspensão no ar e a quantidade total de vapor que o ar suporta a uma certa temperatura. Quando o limite máximo (100%) é atingido, há a formação de gotículas de água. Valores muito baixos ou muito altos de umidade, podem causar impactos negativos nas operações que ocorrem a céu aberto, como as diversas obras de construção civil, e também, na armazenagem de matéria prima utilizada nessas operações. Assim como todas as variáveis meteorológicas, esta também influencia diversos setores da sociedade, então, vamos entender um pouco melhor como ocorre essa relação.

Baixa umidade relativa do ar impacta a saúde dos funcionários

Setores que possuem operações ao ar livre, como a construção e a mineração, devem se atentar aos índices de umidade do ar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível ideal de UR para a saúde humana é entre 50% e 60%.

Quando muito abaixo desse índice, alguns sintomas podem ser desenvolvidos, como dores de cabeça, irritação dos olhos, sangramento nasal, ressecamento da pele, nariz e garganta, entre outros.

Foto: Climatempo

Figura 1: Índices de umidade relativa do ar e seus efeitos.

Em dias de tempo muito seco, a saúde e a produtividade dos funcionários podem ser afetadas. Por isso, é muito importante observar os níveis de UR para manter a hidratação dos colaboradores e oferecer EPIs adequados para cada situação.

A umidade relativa do ar e a construção civil

Há diversos estudos que analisam e comprovam a influência da umidade relativa do ar nas obras. Os resultados obtidos mostram que o excesso de umidade afeta a qualidade dos materiais utilizados e favorece o surgimento de patologias, provocando o apodrecimento da madeira (ocasionado por fungos), processos químicos que corroem o aço, entre outros.

A alta umidade do ar também dificulta o processo de secagem do concreto e aplicação de acabamentos, que aliada à corrosão e a degradação dos componentes metálicos geram prejuízos financeiros severos para as empresas.

Estimativas apontam que apenas no Brasil, as perdas do setor de construção civil devido a reposição dos materiais perdidos, interrupção das obras, entre outros, estão na casa dos bilhões de reais anualmente.

Os problemas costumam começar durante a fase de construção, quando há incidência de chuva sobre o canteiro de obras e/ou sobre os materiais, provocando a umidificação em excesso e deteriorando os componentes. Além disso, a aceleração do processo construtivo pode resultar em mais danos, não havendo tempo suficiente para a secagem completa da matéria prima. Atualmente, há soluções que permitem o acompanhamento e o monitoramento dos níveis de umidade do ar em tempo real, como o Sistema de Monitoramento e Alertas da Climatempo (SMAC). Com esse tipo de plataforma, as empresas conseguem se planejar através da previsão de umidade para os próximos dias e reorganizar o calendário de atividades, a fim de minimizar problemas futuros.

A umidade e o setor de mineração

O setor mineral é um dos responsáveis pelo aumento da poluição do ar e, por isso, tem buscado alternativas para diminuir o impacto dos particulados suspensos na atmosfera. A principal causa dessa emissão de poluentes por essas atividades deve-se, principalmente, à poeira proveniente dos trabalhos de perfuração e das etapas de beneficiamento e transporte de material. Em situações de baixa umidade relativa do ar, os poluentes em suspensão na atmosfera, gerados pelas atividades de mineração, preenchem o espaço que antes era ocupado pelo vapor d'água.

Foto: Climatempo

Figura 2: Poeira em suspensão gerada durante a atividade de uma mineradora.

A dispersão desses poluentes torna-se mais difícil em dias de tempo seco, gerando altas concentrações na atmosfera. Ressalta-se a importância do conhecimento das condições dos ventos nas regiões de prospecção mineral, pois os ventos podem transportar a poluição para as comunidades vizinhas. Outro impacto da umidade do ar é em relação a qualidade do próprio minério, que precisa de um valor determinado de umidade específica para ser transportado e até mesmo aceito por alguns compradores. Em dias de UR muito elevada, o teor de umidade do minério também aumenta e caso ocorra algum evento de chuva durante seu transporte, sua qualidade é afetada.

Atualmente, os debates sobre saúde humana, poluição do ar e meio ambiente têm ganhado grande destaque na mídia e nas conversas cotidianas. Uma das alternativas encontradas pelas empresas do setor é o uso de ferramentas e plataformas de monitoramento de variáveis meteorológicas, que são de extrema importância para redução dos impactos na sociedade e no meio ambiente.

Através do SMAC as empresas têm a oportunidade de otimizar suas operações, resguardando a vida dos funcionários, a saúde das populações vizinhas, evitando paradas extensas ou desnecessárias e reduzindo o desperdício de materiais, contribuindo assim para o meio ambiente e para a saúde financeira dos projetos. Além dos alertas de tempo severo, muitos clientes da Climatempo utilizam as informações do SMAC para amenizar também os efeitos da baixa umidade do ar, como por exemplo umidificar o minério a fim de diminuir a dispersão dos poluentes.

Climatempo
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