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Um futuro cada vez mais interativo, verde e social

Indo 'Da Teoria à Prática', evento online do 'Estadão' reuniu especialistas e trouxe estudos e métodos que começam a revolucionar as práticas ambientais, sociais e de governança

27 jun 2021 15h15
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Com a pandemia da covid-19, o mundo corporativo ampliou o olhar sob o entorno, mais especificamente sobre a agenda de práticas sociais, ambientais e de governança (ESG, na sigla em inglês), que realmente só chegou com força ao País no ano passado. Apesar dos avanços, o Brasil ainda tem muito o que caminhar na regulação das chamadas finanças verdes. Na avaliação de especialistas que participaram do Summit ESG, evento online promovido pelo Estadão, ainda faltam informações e esclarecimentos sobre o tema, além da necessidade de criar padrões para não sufocar as empresas com as exigências. Mas, caso o Brasil consiga sucesso nessa empreitada, há chances de se tornar uma grande potência até o fim de 2030 e com relevância na agenda global.

Literalmente, chegou a hora da mudança. Principal convidado internacional, o inglês John Elkington, de 71 anos, um dos precursores do movimento global pela sustentabilidade, ressaltou a importância das atitudes de cada pessoa e de cada empresa, mas lembrou que as iniciativas individuais são insuficientes para enfrentar a crise climática no ritmo que o mundo precisa. "A mudança tem de ser mais ampla, do sistema como um todo. E temos sinais fortes de que isso está acontecendo", disse.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) relatou, por exemplo, que, com a pandemia, muitos fundos de investimentos começaram a se autodenominar ESG - no total, são 160, apesar de ainda faltar entendimento e certa metodologia em relação ao assunto. E o caminho está aberto: de acordo com o relatório global "Chegou a Hora", divulgado pela KPMG durante o Summit, 80% das 5,2 mil maiores empresas globais já formulam relatórios anuais de sustentabilidade - índice que chega a 85% entre as 100 maiores empresas brasileiras. "Antes, o investidor só queria saber do retorno financeiro, sem se preocupar com o impacto. Havia essa visão de um lado, e a filantropia no lado oposto. Agora estamos buscando o caminho do meio", disse Andrea Minardi, professora do Insper, durante um dos painéis.

Outro ponto destacado é que dentre as três práticas expostas pelas letras E, S e G a que ainda tem mais difícil avanço é o social. É o que mostrou a pesquisa inédita "Mulheres na Liderança", realizada com uma base de dados que cobre 110 mil cargos e quase 400 empresas. Resultado: apenas 14,7% dos cargos de liderança são ocupados por elas. Mas essa pauta, assim como as ligadas a racismo estrutural, inclusão e diversidade, também já começam a ganhar corpo no mundo corporativo.

Estadão
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