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Presidente da Mongólia qualifica como "catastrófica" poluição na capital

11 jan 2017
13h14
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O presidente da Mongólia, Tsakhiagiin Elbegdorj, reconheceu nesta quarta-feira que a poluição na capital do país, Ulan Bator, se encontra em "níveis catastróficos" e adiantou que poderia obrigar parte da população a deixa a cidade.

"Viver em Ulan Bator agora significa viver com um meio ambiente perigoso e inseguro. É imprescindível adotar restrições", disse ele, em um encontro com jornalistas repercutido pela agência oficial "Montsame".

O presidente sugeriu, por exemplo, a retirada da população de algumas partes da capital, onde no inverno há muitos nômades que saem de regiões camponesas para fugir do frio.

"Algumas áreas, principalmente no distrito norte, deveriam ser esvaziadas e reabilitadas para criar áreas verdes. As autoridades das zonas rurais deveriam chamar seus moradores novamente, criar trechos indústrias, e investir mais para melhorar a economia", explicou Elbegdorj.

Segundo ele, o governo estabeleceu um comitê de emergência para fazer frente ao problema, depois que em dezembro a capital ficou tomada por uma espessa nuvem de smog (nevoeiro contaminado por fumaça) que em alguns dias superou os 1.900 microgramas de partículas finas mais poluentes por metro cúbico.

Em Pequim, por exemplo, onde o alerta vermelho por poluição é frequente, índices superiores aos 1.000 microgramas foram registrados em 2013, o pior ano para a capital chinesa quanto à poluição atmosférica, mas atualmente é raro chegarem aos 500 microgramas.

No final do ano passado, a poluição em Uln Bator provocou um protesto de centenas de pessoas pedindo medidas de redução dos altos índices de smog.

O problema na capital mongol é especialmente grave no inverno, por conta do grande uso de carvão e madeira para alimentar a calefação em uma cidade que nos meses mais frios pode chegar a registra 40 graus negativos. Além disso, os nômades que chegam à cidade no inverno costumam driblar o frio queimando estes materiais deliberadamente, em fogueiras ou chaminés.

EFE   

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