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Óleo afeta 494 locais no Nordeste e Espírito Santo

Balanço do Ibama aponta que manchas ainda são encontradas em 299 pontos; 195 praias atingidas são consideradas 'limpas'

12 nov 2019
10h04
atualizado às 11h53
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O número de praias, rios, ilhas e mangues atingidos por óleo chegou a 494, segundo balanço divulgado na segunda-feira (11) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, ao menos 111 municípios de todos os nove Estados do Nordeste e do Espírito Santo foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto.

Trabalho de limpeza de manchas de óleo na praia de Coruripe, Alagoas 14/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
Trabalho de limpeza de manchas de óleo na praia de Coruripe, Alagoas 14/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O balanço do Ibama também indica que apenas 195 das 494 localidades atingidas estão "limpas", isto é, sem vestígios ou manchas. Dentre as que ainda têm óleo, estão a Praia do Japaratinga e o Mangue da Foz do Rio Coruripe, em Alagoas, e a Ilha de Comandatuba e o Porto do Sauípe, na Bahia.

Por Estado, as 299 localidades ainda oleadas se distribuem da seguinte forma: Bahia (136), Sergipe (47), Alagoas (44), Pernambuco (26), Rio Grande do Norte (17), Espírito Santo (14), Ceará (9), Maranhão (3), Paraíba (1) e Piauí (2). O balanço do Ibama diverge do divulgado pela Marinha na mesma data, o qual aponta que "os Estados de CE, RN, PE, SE, PB, MA, PI, PA e AP estão com as praias limpas".

Em relação à fauna, ao menos 133 animais oleados foram identificados pelo Ibama. Os dados se referem especialmente a tartarugas marinhas (89) e aves (30). Nas redes sociais, a Fundação Mamíferos Aquáticos chegou a compartilhar imagens da recuperação de uma ave oleada encontrada em Maragogi (AL).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O trabalho de despetrolização de fauna deve ser feito por profissionais em um Centro Especializado. Desta forma, os animais resgatados no estado de Sergipe, Alagoas e norte da Bahia, com esforços integrados da ADEMA (@ademasegipe), do Instituto Biota de Conservação (@institutobiota) , IBAMA (@ibamagov) e o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (@ima.alagoas), estão sendo encaminhados para o Centro de Reabilitação e Despetrolização da Fundação Mamíferos Aquáticos, onde são atendidos por uma equipe técnica especializada. . Esta ave oleada, encontrada em Maragogi/AL, chegou ao nosso Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna no dia 21 de outubro. A equipe técnica identificou que se trata de um ganso. Assim que chegou, o animal passou por procedimentos de estabilização, onde foi reidratado, tomou um suplemento vitamínico e um protetor de mucosa gastrointestinal. Depois de dois dias, a ave começou a se alimentar de forma voluntária. . #VivaNordeste #VivaFauna #VivaOceano #VivaFMA . *Ao encontrar algum animal com óleo na praia, não toque e nem devolva o animal contaminado à água. Se quiser ajudar, proteja-o do sol e entre em contato com o órgão ambiental da região. . . #FMAPELONORDESTE #MamíferosAquáticos #FundaçãoMamíferosAquáticos #fma30anos #vivaoceano #VidaMarinha #Conservação #MeioAmbiente #Natureza #Poluição #conservacaomarinha #sustentabilidade #Nordeste #Óleo

Uma publicação compartilhada por Fundação Mamíferos Aquáticos (@mamiferosaquaticos) em

Na Praia do Janga, em Paulista (PE), o Estado chegou a encontrar algumas dezenas de peixes mortos junto a uma grande mancha em outubro. Além disso, o material já foi encontrado em regiões de corais.

Pesquisadores apontam que o petróleo também foi encontrado no organismo de animais diversas, como mariscos e peixes. Eles também ressaltam que o impacto ambiental do óleo pode persistir por décadas.

A primeira mancha de óleo foi oficialmente identificada em 30 de agosto, no município de Conde, na Paraíba. Quatro dias depois, o material foi encontrado no segundo Estado, Pernambuco, na Ilha de Itamaracá. Em 1º de outubro, a Bahia foi o nono e último Estado do Nordeste a receber óleo, com a primeira mancha identificada na Mata de São João. Por fim, fragmentos são encontrados no Espírito Santo desde 7 de novembro.

Ao todo, foram retiradas mais de 4,4 mil toneladas de petróleo e itens contaminadas com o óleo, tais como baldes e equipamentos de proteção.

Veja também:

Estadão
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