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No G-7, Boris Johnson promete apoio à Amazônia e diz temer irreversibilidade da biodiversidade

Primeiro-ministro britânico se disse preocupado com situação de queimadas na Amazônia; ele acredita que o tema deve ser um dos principais pontos do G-7

24 ago 2019
12h59
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Londres, 24/08/2019 - Ao chegar em Biarritz, na França, para participar da reunião de cúpula das sete maiores economias do globo (G-7), o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi bastante questionado sobre se os líderes discutirão a questão das queimadas na Amazônia.

Ele disse que sim e que estava preocupado com a possibilidade de irreversibilidade da biodiversidade na floresta, após as notícias sobre os vários incêndios e queimadas registrados recentemente. "Vamos dar todo apoio que os brasileiros precisarem", prometeu o premiê.

Este, segundo ele, é um dos três principais temas que ele espera para o encontro. Outro é a questão do aumento do protecionismo e elevação de tarifas por várias partes do mundo. Questionado por repórteres sobre se falaria isso para o presidente dos Estados Unidos em relação aos aumentos das alíquotas para a China, em meio à guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do globo, Johnson respondeu: "Pode apostar".

O terceiro ponto revelado pelo primeiro-ministro é o de garantir estudo para todas as meninas do mundo até 12 anos. "Precisamos assegurar educação básica para os jovens e muitas meninas estão fora das escolas. Claro que a medida vale para os meninos também", afirmou.

Provocação de Donald Tusk

Na chegada, ele também respondeu à provocação do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, feita antes. O polonês disse não acreditar que Johnson queira entrar para a história como o "Sr. Sem Acordo", em referência ao impasse entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) sobre o Brexit. O premiê devolveu a "brincadeira" dizendo que Tusk que tem que se preparar para que ele não fique com a alcunha de "Sr. Sem Acordo".

Johnson pousou há pouco no balneáreo, que desde ontem está com o aeroporto fechado para operações comerciais, sendo destinado apenas para receber autoridades. Hoje também a estação de trem está sem operações e o trajeto de lá para Paris e vice versa feito de ônibus foi interrompido até segunda-feira. Essas mudanças foram feitas para assegurar a segurança dos líderes e demais participantes durante o evento.

Este é o primeiro evento internacional do qual Johnson participa desde que se tornou primeiro-ministro no fim do mês passado. A primeira viagem internacional feita pelo premiê também foi feita esta semana. Ele esteve primeiro em Berlim e depois em Paris para conversar com a chanceler Angela Merkel e o presidente Emmanuel Macron sobre o Brexit.

Durante o G-7, ele deverá se encontrar com o presidente Trump pela primeira vez como premiê. O encontro é altamente aguardado porque os EUA poderão se tornar o principal parceiro comercial do Reino Unido após o Brexit, que tem apoio de Trump.

Estadão
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