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Não é possível saber quantidade de óleo que pode atingir País

Declaração de Fernando Azevedo e Silva foi uma resposta sobre a fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que o 'pior está por vir'

4 nov 2019
15h13
atualizado às 16h38
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O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse nesta segunda-feira, 4, que não sabe a quantidade de óleo derramado que poderá atingir o litoral brasileiro. "É uma situação inédita. Esse desastre nunca aconteceu no Brasil e até no mundo. Esse tipo de óleo não é perceptível pelo radar, pelo satélite. Não sabemos a quantidade (de óleo) derramado que está por vir", afirmou.

 Os trabalhos de remoção de óleo continuam nas praias de Itapuama e Xáreu no Cabo de Santo Agostinho litoral de Pernambucano
Os trabalhos de remoção de óleo continuam nas praias de Itapuama e Xáreu no Cabo de Santo Agostinho litoral de Pernambucano
Foto: VEETMANO PREM/ FotoArena / Estadão Conteúdo

A declaração do ministro foi uma resposta sobre declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que o "pior está por vir". Azevedo e Silva disse que o governo está "acompanhando a evolução" e avança na investigação sobre responsáveis pelo óleo.

O governo federal anunciou nesta segunda, 4, o começo da segunda etapa da Operação "Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida", para conter o avanço do óleo sobre praias do Nordeste. As Forças Armadas devem realizar "ações humanitárias relacionadas ao meio ambiente, cooperação na recuperação de áreas marítimas atingidas e monitoramento das Águas Jurisdicionais do Brasil", informou a Defesa.

A Polícia Federal aponta navio Bouboulina, de bandeira grega, como "suspeito" pelo derramamento.

De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram recolhidos quase 4 mil toneladas de resíduos de óleo das praias.

Bolsonaro esteve na Defesa nesta segunda, 4, para receber informações sobre as investigações. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não participou da reunião, pois está no Parque Nacional de Abrolhos, na Bahia, área atingida pelo óleo.

Azevedo e Silva disse que as ações avançam simultaneamente em três frentes: apuração sobre responsáveis pelo derramamento, identificação das manchas de óleo no mar e contenção de danos nas praias.

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Estadão
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