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Militares das Forças Armadas voltarão à Amazônia para combater desmatamento

Iniciativa está em andamento e só depende de publicação de decreto para ser formalizada. Operação será liderada pelo vice-presidente, Hamilton Mourão

10 jun 2021 18h22
| atualizado às 18h24
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BRASÍLIA - Uma nova operação militar na Amazônia liderada pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, deve ter início nos próximos dias. A iniciativa já está em andamento dentro das Forças Armadas e só depende agora da publicação de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), etapa necessária para formalizar a operação, além de acordo com os Estados alvo, como Amazonas e Pará.

Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, tinha anunciado em fevereiro o fim da Operação Verde Brasil 2, a qual encerrou em 30 de abril. Na ocasião, porém, o vice-presidente havia sinalizado que, se fosse necessário, os militares seriam novamente acionados.

O efetivo militar ainda está sendo calculado para aquela que deverá ser um tipo de "Verde Brasil 3". Conforme apurou o Estadão, a força militar deve ser inferior àquela utilizada entre o ano passado e este ano.

As ações vão se concentrar em locais onde, historicamente, ocorrem os maiores índices de queimadas e desmatamento. Nesta relação estão 11 municípios prioritários. No Estado do Pará, serão priorizados São Félix do Xingu, Altamira, Novo Progresso, Pacajá, Portel, Itaituba e Rurópolis. No Amazonas as ações se concentrarão na região de Apuí e Lábrea. No Estado do Mato Grosso, a região de Colniza deve receber reforço, assim como Porto Velho, em Rondônia.

A decisão ocorre no momento em que a Amazônia volta a registrar forte alta no desmatamento. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira, 4, mostram que o desmatamento na Amazônia Legal em maio é o maior registrado desde 2016, quando a série histórica teve início. É o terceiro mês seguido de recorde de destruição da floresta em 2021.

Em 28 dias, a região atingiu a marca de 1.180 km², um aumento de 41% em relação ao mesmo mês de 2020. Desde o início da série histórica, com a operação do satélite Deter-B, é a primeira vez que o número ultrapassa 1.000 km2 para esse mês.

Segundo o Inpe, no acumulado desde agosto, vem caindo rápido a diferença entre a área recorde de alertas do ano passado e a deste ano: em janeiro o desmatamento em 2021 era 21% menor que em 2020. Agora a diferença é de 8%, e ainda pode cair mais.

Recursos

Na operação Verde Brasil 2, que ocorreu entre maio de 2020 e abril de 2021, foram aplicados R$ 410 milhões, segundo Hamilton Mourão. Quando a iniciativa foi encerrada, o governo anunciou o Plano Amazônia 21/22, que já previa a continuidade de operações nas áreas prioritárias.

Estadão
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