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Salles: Governo vai dobrar recursos para fiscalizar Amazônia

Sem dar valores, o ministro afirmou que o Brasil ainda espera recursos estrangeiros para antecipar as metas de desmatamento zero

22 abr 2021
12h38 atualizado às 13h11
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12h38 atualizado às 13h11
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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quinta-feira, 22, que o governo brasileiro irá dobrar o orçamento deste ano para fiscalização contra desmatamento na Amazônia, sem dar valores, mas afirmou que o Brasil ainda espera recursos estrangeiros para antecipar as metas de desmatamento zero.

22/04/2021
REUTERS/Ueslei Marcelino
22/04/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Em entrevista depois do discurso do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Dia da Terra, organizada pelo governo norte-americano, Salles afirmou que os recursos extras serão usados para as agências de fiscalização e também para a contratação de equipes da Força Nacional de Segurança para a fiscalização contra o desmatamento.

Salles reafirmou ainda que o governo brasileiro se compromete a cumprir a meta de neutralidade carbônica até 2050 sem recursos externos, mas repetiu que o Brasil espera investimentos estrangeiros e tem dinheiro a receber do mercado internacional de carbono.

Segundo o ministro, o país precisa de 1 bilhão de dólares por ano para cumprir um plano apresentado ao governo norte-americano que permitiria reduzir o desmatamento ilegal em 30% a 40% em 12 meses.

"O Brasil receber esse apoio para o plano que foi colocado e orçado em 1 bilhão de dólares é bastante razoável. Isso se insere dentro da ajuda que foi colocada pelo presidente Joe Biden na campanha, de 20 bilhões de dólares", disse Salles.

Na verdade, durante a campanha eleitoral norte-americana, Biden afirmou que poderia reunir um grupo de países para investir 20 bilhões para o Brasil parar de desmatar a Amazônia, mas também poderia impor sanções se o país não avançasse nesse sentido. À época, Salles e Bolsonaro rechaçaram e criticaram a ideia.

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