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Óleo reaparece em mais oito praias de cinco Estados do NE

Marinha identificou 19 pontos de presença de óleo cru e mobiliza equipes para limpar os locais em parceria com o Ibama e a ANP

29 out 2019
16h55
atualizado às 18h39
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A Marinha informou que, na segunda-feira, 28, oito praias da região Nordeste voltaram a receber óleo cru. Em parceria com o Ibama e a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Marinha mobilizou equipes para limpar os locais.

Derramamento de petróleo na praia de Itapuama Beach, em Cabo de Santo Agostinho (PE) 
22/10/2019
REUTERS/Diego Nigro
Derramamento de petróleo na praia de Itapuama Beach, em Cabo de Santo Agostinho (PE) 22/10/2019 REUTERS/Diego Nigro
Foto: Reuters

As oito praias estão localizadas em cinco Estados da região. São elas: Via Costeira e Búzios (RN), Conceição e Itapuama (PE), Japaratinga e Piaçabuçú (AL), Abaís (SE), Morro de São Paulo e Moreré (BA). Nesta terça-feira, 29, a Marinha identificou 19 pontos de presença de óleo.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, admitiu que, no momento, é impossível prever se o derramamento está no começo, meio ou fim. "A duração do tempo, nós não sabemos ainda. Estamos aperfeiçoando os processos. Estamos atuando desde o dia 2 de setembro", declarou. "Nosso objetivo é a contenção de danos, o monitoramento pelo ar e pelo mar. Todas estão sendo limpas imediatamente quando constatadas todas as manchas de óleo."

O Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Ibama, informou que, apesar do avanço das manchas pela região sul da Bahia, até o momento, não foram localizados indícios de óleo na área da reserva ambiental de Abrolhos (BA).

Um navio está na região e, seguindo o governo, realizam constante monitoramento, por causa da importância ambiental e científica da região.

Segundo Fernando Azevedo, a Defesa dispõe de 2.700 pessoas da Marinha e 5 mil do Exército, que podem ser empregados. Na segunda, 1.446 militares estavam em campo na região Nordeste.

O ministro negou que o governo tenha demorado em acionar o Plano Nacional de Contingência contra o derramamento de petróleo no mar. "Eu achei que o governo agiu rápido, nós estamos é aprimorando os processos", disse.

A Marinha voltou a informar que, nesta terça, investiga 30 navios de 11 países como possível origem da tragédia ambiental que castiga a região Nordeste. O trabalho começou com 1.500 navios. Esse número caiu para 140 navios e, atualmente, estão em 30 embarcações.

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Estadão
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