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Marinha diz que há apenas "pelotas" nas praias do Nordeste

Almirante Leonardo Puntel ressaltou que é difícil saber se o pior já passou, mas que a situação atual é menos alarmante

26 out 2019
20h41
atualizado às 20h55
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Após quase dois meses, não há mais manchas de óleo nas praias do Nordeste, mas, apenas "pelotas" residuais, informou a Marinha neste sábado, 26. O petróleo que vazou na costa brasileira agora atinge os mangues. O governo decidiu transferir para a sede do Ministério da Defesa, em Brasília, a estrutura de monitoramento da situação que estava concentrada no Nordeste.

"Neste momento, não há registro de óleo em praias no Nordeste. Há registro de óleo em mangues, mas, em praias, elas estão limpas", afirmou o comandante de Operações Navais da Marinha, almirante Leonardo Puntel. "Ainda existem pelotas de óleo no mar, não são grandes manchas como estavam acontecendo, mas, sim, pequenos pedaços ou pingos que na maré alta vão para a praia e na maré baixa a gente recolhe", disse Puntel em coletiva de imprensa no Ministério da Defesa.

É difícil dizer, pontuou o comandante, se o pior já passou, mas a situação atualmente é menos alarmante que há uma semana, declarou. Ele afirmou que o óleo, antes de chegar às praias, fica submerso no mar, e não na superfície, não sendo identificado a olho nu ou por radares, o que torna impossível uma avaliação se há mais petróleo vazado para chegar ao litoral.

A coordenadora de Emergências Ambientais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Fernanda Pirillo, afirmou que os vestígios de óleo encontrados neste sábado estavam na maioria em Pernambuco e Bahia. "Ainda há óleo residencial, não há mais chegada de óleo novo. As grandes manchas já não têm sido visualizadas, porém, em algumas praias ainda há vestígios de óleo", disse.

Militares começa a ajudar óleo que atinge várias praias do nordeste brasileiro
Militares começa a ajudar óleo que atinge várias praias do nordeste brasileiro
Foto: VEETMANO PREM/FOTOARENA / Estadão Conteúdo

Investigação

A investigação da Marinha apontou que há 30 navios de 11 países suspeitos de ser a origem do óleo vazado. O governo brasileiro emitiu notificações para esses países - cuja relação está sob sigilo - e para a Organização Marítima Internacional, da ONU, para informarem se há registro de acidentes ou outros problemas em navios dessas nações. "Nenhuma outra possibilidade está descartada, mas é uma probabilidade de ter sido um navio", afirmou Puntel, pontuando que seria um navio-tanque, usado para transporte de petróleo.

O óleo, identificou a Marinha, começou a chegar ao litoral no dia 30 de agosto. A suspeita é que tenha vazado no mar no início de agosto. Estudos técnicos da Petrobras identificaram que o produto tem origem em três campos na Venezuela. A origem do navio, no entanto, ainda não é conhecida. Uma possibilidade é que a embarcada seja um "dark ship", sem identificação oficial.

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Estadão
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