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Macron promete mobilização internacional pela Amazônia

Presidente destacou que a França também é um dos países amazônicos por meio do território da Guiana Francesa

24 ago 2019
10h44
atualizado às 11h26
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BIARRITZ (FRANÇA)- O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a cúpula do G7 (grupo de países ricos, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) que começa neste sábado, 24, trabalhará para mobilizar os sete países que integram o grupo na luta contra o incêndio na Amazônia e para investir no reflorestamento.

Presidente francês Emmanuel Macron
Presidente francês Emmanuel Macron
Foto: Pascal Rossignol/Pool / Reuters

Em mensagem transmitida pela televisão e divulgadas poucas horas antes do início oficial da cúpula em Biarritz, Macron ressaltou que a Amazônia é um "bem comum" e insistiu para que a floresta tropical esteja no topo da agenda da reunião.

"Vamos fazer não só um apelo, mas uma mobilização de todas as potências que estão aqui, em associação com os países da Amazônia, para investir em primeiro lugar para lutar contra esses incêndios em andamento", disse, além de destacar que a França também é um dos países amazônicos por meio do território da Guiana Francesa.

"O oceano e a floresta que arde na Amazônia nos chamam. Nós temos que respondê-los e de uma maneira concreta", escreveu Mácron no Twitter.

Macron acrescentou que há planos de se investir em reflorestamento e para permitir aos povos locais e a ONGs desenvolver atividades adequadas para "preservar esse tesouro da biodiversidade".

Na quinta-feira, 22, Macron, chamou a situação das queimadas na Amazônia de "crise internacional" e afirmou que o tema deve ser discutido em reunião no G7 .

Conselho Europeu diz ser 'difícil imaginar' acordo com Mercosul com queimadas na Amazônia

Na abertura do G7, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que é "difícil imaginar" um possível acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul após a postura do governo brasileiro frente aos incêndios florestais na Amazônia.

"É claro que apoiamos o acordo entre a UE e o Mercosul (...), mas é difícil imaginar um processo de ratificação enquanto o governo brasileiro permitir a destruição", afirmou Tusk. 

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Estadão
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