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Governo diz que 6 Estados da Amazônia já pediram ação das Forças Armadas no combate a queimadas

Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará, Acre e Mato Grosso já formalizaram o pedido de atuação das Forças Armadas por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO)

24 ago 2019
13h41
atualizado às 15h26
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BRASÍLIA - O governo federal informou neste sábado, 25, que seis Estados da Amazônia já formalizaram pedido de ação das Forças Armadas no combate às queimadas na região: Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Acre e Mato Grosso.

No primeiro momento em que a informação foi passada, em uma entrevista dos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quatro Estados haviam confirmado o pedido. Mais tarde, o governo anunciou também as solicitações do Acre e do Mato Grosso da atuação das Forças Armadas por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada na sexta-feira, 23, pelo presidente Jair Bolsonaro.

O emprego da GLO será para ações preventivas e repressivas contra ilícitos ambientais e levantamento e combate a focos do incêndio.

"É importante a adesão dos governos estaduais porque se não ficaremos restritos às áreas federais e reservas indígenas. Temos certeza que todos assinarão", disse o ministro da Defesa.

O ministro explicou que, do quadro de 44 mil homens das Forças Armadas atualmente na Região Norte, a quantidade que vai atuar dependerá da demanda de cada Estado. Inicialmente, 700 homens que já atuavam em Rondônia serão empregados para atuar no Estado. O principal reforço de outras regiões do País é o de aviões e helicópteros, que poderão ser utilizados em diversas áreas na Amazônia Legal.

"O efetivo é por demanda. Qual é a missão e a delimitação da área? Nossa missão é usar o efetivo mais próximo, se a primeira missão é em Porto Velho. Vamos fazer concentração estratégica vindo de outras áreas da região amazônica, e o deslocamento de outras regiões vai ser de meios aéreos para o emprego na região", afirmou Fernando Azevedo e Silva.

Tanto o ministro da Defesa quanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmaram que a reação do governo federal foi rápida diante das notícias de aumento nos focos de incêndio.

Segundo Salles, o problema que deu ensejo para utilização da GLO e toda essa estrutura iniciou há 20 ou 30 dias. "Portanto, não há demora". "O governo precisa montar ações e uma resposta de acordo com as necessidades. A resposta está sendo estruturada e acredito que vai ser bastante frutífera", disse.

Salles afirmou também que a estrutura do governo para contenção de incêndio, por parte do ICMBio e do Ibama, já estava disponível desde antes, tanto de aeronaves quanto de brigadistas. "Semana passada na Chapada de Guimarães foram 90 brigadistas, 20 bombeiros, aeronave, tudo isso já estava disponível. O que houve agora foi a GLO. Foi absolutamente correta a resposta do governo", disse.

O emprego da GLO para questões ambientais é inédito e demonstra o compromisso do governo Bolsonaro, afirmou o ministro da Defesa. "A agilidade do governo faz que já tenhamos gente lá. Já estamos com uma série de ações sendo feitas pelos órgãos competentes. E as Forças Armadas não são o órgão competente nisso aí, são no momento de emergência aproveitando a capilaridade nossa", disse.

Repercussão mundial

A ajuda oferecida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não tem contornos definidos, segundo Azevedo Silva. Segundo ele, ainda não se sabe qual será o apoio concreto. O ministro destacou que outros países também se ofereceram a ajudar, como Chile e Equador. "Qualquer ajuda é bem-vinda."

Após críticas da comunidade internacional, especialmente do presidente da França, Emmanuel Macron, o ministro do Meio Ambiente minimizou afirmações de que o acordo do Mercosul pode não ser ratificado pela União Europeia.

"Nós entendemos que todo acordo comercial envolve negociações e desdobramentos", disse. "Celebramos ontem mais um acordo comercial internacional com países da Europa", citou.

Reforço de aeronaves

As operações de combate ao fogo na Amazônia vão contar com o envio de seis aeronaves e um helicóptero para a região, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, tenente-brigadeiro do Ar Raul Botelho, designado para coordenar as operações de GLO na prevenção e repressão de crimes ambientas na Amazônia Legal.

As operações, segundo ele, já contam com duas aeronaves Hércules C-130 enviadas a Porto Velho, com capacidade de 12 mil litros de água, e uma hora e meia de atuação. E também a 17ª brigada de infantaria já está atuando no local.

Neste sábado, adicionalmente, estão sendo deslocados quatro aeronaves Air Tractor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de Formosa a Porto Velho, para emprego no lançamento de água, bem como um helicóptero do Ibama de Cuiabá a Porto Velho. Além disso, foram enviados 30 bombeiros da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Estamos fazendo uma ação concentrada para atender a uma grande demanda sobre as queimadas", disse.

Um outro reforço que está sendo enviado ao Norte do país - 18 integrantes da equipe de comunicação social da Força Aérea Brasileira -, não é para combater as queimadas, e sim uma suposta desinformação sobre elas, citada pelo ministro do Meio Ambiente. Ricardo Salles. Segundo ele, é preciso "promover a informação em um cenário em que há desinformação".

O chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, o ministro do Meio Ambiente e também o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, apontaram como fundamental a atuação dos Estados no combate e prevenção a crimes ambientais e para conter os incêndios.

"É importante a adesão dos governos estaduais porque se não ficaremos restritos às áreas federais e reservas indígenas. Temos certeza que todos os Estados vão assinar a GLO", disse Azevedo e Silva.

O Centro de Operações Conjuntas coordenará comunicação social, inteligência, operações logística e comando e controle.

Estadão
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