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COP-26: 28 países prometem acabar com produção de carvão

Brasil, Estados Unidos e China não participam dos esforços e ficam fora da lista de nações signatárias

4 nov 2021 14h27
| atualizado às 14h43
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Protesto em frente ao local que sedia a COP26 em Glasgow, na Escócia
Protesto em frente ao local que sedia a COP26 em Glasgow, na Escócia
Foto: Ewan Bootman/NurPhoto / Reuters

Um grupo de 28 países, incluindo Chile e Polônia, decidiu assinar um compromisso para acabar com a produção de carvão, durante a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-26), que ocorre esta semana em Glasgow, na Escócia. Com as novas adesões, o acordo passa a ter 48 nações signatárias, entre elas Reino Unido, Alemanha e França. Brasil, Estados Unidos e China não participam dos esforços.

Segundo comunicado do governo britânico, os integrantes do pacto concordaram em encerrar investimentos em novos projetos de geração de energia por carvão e aumentar a produção energética limpa. As economias desenvolvidas vão eliminar gradualmente a energia por carvão na década de 2030, enquanto as restantes, na de 2040.

"Os ambiciosos compromissos de hoje assumidos por nossos parceiros internacionais demonstram que o fim do carvão está próximo", afirmou o secretário de Energia do Reino Unido, Kwasi Kwarteng.

Além dos governos, organizações do setor privado também assinaram o tratado e bancos como NatWest, Lloyds e HSBC concordaram em encerrar o financiamento de projetos de carvão.

Ministro diz que brasil está engajado em matriz energética limpa

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, salientou que o Brasil já está engajado em ter matriz energética limpa, que não é de agora. "O Brasil tem muito a contribuir com o mundo. Iniciamos nossa transição energética há 50 anos", enfatizou, acrescentando que 85% da produção de energia hoje é de fonte limpa e renovável.

Ao mesmo tempo, ele ressaltou que o etanol é uma referência para outros países do mundo. "O Reino Unido decidiu usar 10% de etanol em sua gasolina. Já fazemos isso há muitos anos e com porcentual maior, de 27%", disse ele, que está em Glasgow para a COP.

Albuquerque comentou ainda sobre a mineração no Brasil, afirmando que trata-se de um setor em evolução. "Temos uma mineração hoje sustentável. É um cartão de visitas do Brasil", disse, citando as operações da Vale em Carajás, apesar de não ter mencionado o nome da companhia. "O trabalho lá mostra que a mineração sustentável preserva os recursos, florestas naturais, o que é o mais importante."

Estadão
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