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Centenas de pessoas protestam em Ulan Bator contra poluição

26 dez 2016
10h26
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Centenas de pessoas protestaram nesta segunda-feira em Ulan Bator para pedir ao governo da Mongólia que tome medidas para reduzir os altos níveis de poluição na capital do país nos meses de inverno, informou a imprensa local.

Convocados sob o lema "Mães contra a poluição do ar", os manifestantes, equipados com máscaras, exigiram das autoridades que tomem providência para um problema que, alertaram, ameaça a vida de seus filhos e encurta as suas próprias.

A concentração aconteceu na praça Sukhbaatar, diante do edifício do parlamento mongol, com uma participação inferior do que a esperada pelos organizadores, que tinham anunciado que acreditavam reunir até 20 mil manifestantes.

Este ato de protesto aconteceu após semanas com uma poluição particularmente intensa inclusive em uma cidade habituada a viver no inverno com elevadas concentrações de partículas no ar.

Em 16 de dezembro, Ulan Bator chegou a registrar níveis de poluição de quase 2 mil microgramas por metros cúbicos de partículas PM2,5 -de menos de 2,5 mícrons, as menores e prejudiciais-, multiplicando por 80 o nível que, para a Organização Mundial da Saúde, indica um ar não saudável.

"Meu filho não deveria sofrer com doenças pulmonares só porque vive na Mongólia. Isto (a poluição) se transformou em um problema enorme, que todo mundo conhece e sobre o qual estamos preocupados", disse Ou. Undram, uma das mães que promoveu o protesto, em entrevista recente ao jornal "Ulan Bator Post".

Na sexta-feira, o primeiro-ministro mongol, Jargaltulgyn Erdenebat, anunciou um plano para reduzir a poluição atmosférica que tem como principais medidas a construção de apartamentos em substituição das tendas dos nômades e a promoção das calefações elétricas, informou a agência oficial "Montsame".

A poluição atmosférica de Ulan Bator é especialmente grave no inverno, quando a chegada da população nômade -ao redor de um terço dos 3 milhões de habitantes do país- que combate o frio queimando carvão, madeira e outros materiais, se soma à atividade industrial, o que dispara as emissões poluentes.

EFE   

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