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Bolsonaro recua após confirmar crime em vazamento de óleo

"Não temos bola de cristal", afirma o presidente; segundo ele, Amazônia é um "patrimônio do Brasil", não "pulmão do mundo"

10 out 2019
11h29
atualizado às 12h19
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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou sobre o derramamento de petróleo que atinge o litoral de todos os estados do Nordeste. "Com toda certeza houve derramamento criminoso de petróleo na região costeira", disse. Logo depois, porém, o presidente voltou atrás e afirmou não ter certeza sobre o fato ter sido criminoso.

Bolsonaro recua após confirmar ação criminosa em vazamento de óleo
Bolsonaro recua após confirmar ação criminosa em vazamento de óleo
Foto: Reuters

"Tenho quase certeza. Não temos bola de cristal para descobrir rapidamente quem é o responsável pelo ato criminoso, mas tomamos as providências", ponderou o presidente, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019.

O evento, realizado em São Paulo, é organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Bolsonaro disse que o governo enfrenta pressão da mídia com o desconhecimento dos fatos sobre as questões ambientais e elogiou a ação dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, que "prontamente" se dispuseram para resolver a situação.

Amazônia: 'patrimônio do Brasil', e não 'pulmão do mundo'

Ainda sobre o meio ambiente, o presidente voltou a defender que a Amazônia é uma patrimônio do Brasil, e não do mundo.

"Amazônia é patrimônio do Brasil, não é pulmão do mundo. O que queremos para o Estado do Amazonas e para floresta é explorar de forma sustentável", disse Bolsonaro. "Queremos que com o que ela (a floresta) tem de bom sirva para nós e para a humanidade. Queremos preservar meio ambiente e casá-lo com progresso. A Amazônia pode ser explorada por todos nós."

Ao mencionar a enorme biodiversidade da Floresta Amazônica e suas riquezas naturais, Bolsonaro convidou os investidores a conhecer a Amazônia.

"Vocês não serão queimados", declarou.

O presidente afirmou ainda que os indígenas querem se reintegrar à sociedade e que estão em terras de grandes latifúndios de riquezas naturais. Sobre Roraima, Bolsonaro também disse que é preciso enfrentar o problema de abastecimento de energia do Estado, que é dependente de termelétricas.

"Gastamos muito por ano por falta de linha de transmissão de energia."

Bolsonaro defendeu o seu discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e considerou que o momento foi importante para mostrar que o cacique Raoni Metuktire não tem mais a hegemonia sobre o movimento indígena.

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Estadão
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