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180 entidades saem em defesa de brigadistas de Alter do Chão

WWF afirma que 'acusação sem provas é ataque à Constituição' e destacou o fato de os suspeitos já terem denunciado grileiros. Anistia Internacional apontou falta de transparência

28 nov 2019
05h11
atualizado às 05h47
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Cerca de 180 entidades ambientalistas e de direitos humanos criticaram a prisão dos brigadistas por suspeita de ligação com incêndios florestais no Pará. A WWF - organização que, segundo a Polícia Civil, teria sido vítima de desvio de verba pelo grupo suspeito - condenou "a falta de clareza" sobre a investigação. Disse ainda repudiar "ataques a seus parceiros e as mentiras envolvendo o seu nome".

Conforme a polícia, membros das três ONGs locais alvo da investigação - Brigada Alter do Chão, Aquíferos Alter do Chão e Projeto Saúde e Alegria - teriam recebido repasses da WWF para combater queimadas. Mas parte da verba teria sido desviada. A polícia diz ter evidências robustas, mas a WWF afirma que "acusação sem provas é ataque à Constituição" e destacou o fato de os suspeitos já terem denunciado grileiros.

Em nota, a Anistia Internacional apontou falta de transparência e disse não ver informações que justificassem as prisões preventivas. Já o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) pediu "respeito à idônea história" do Projeto Saúde e Alegria, que atua há mais de 30 anos pelos direitos de extrativistas, povos tradicionais e agricultores familiares no Pará.

Nas redes sociais, o irmão de João Victor Romano defendeu, em vídeo, a inocência do parente e dos colegas e fez apelo pela divulgação de informações verdadeiras sobre o caso.

Estadão
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