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Remdesivir e cloroquina não funcionam contra Covid, diz OMS

Estudo foi realizado em 405 hospitais em 30 países diferentes

16 out 2020
09h29
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um estudo nesta sexta-feira (16) em que afirma que os remédios remdesivir e cloroquina/hidroxicloroquina não funcionam no tratamento do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Pela primeira vez, estudo aponta ineficácia de remdesivir contra a Covid-19
Pela primeira vez, estudo aponta ineficácia de remdesivir contra a Covid-19
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Os resultados preliminares do Solidarity Therapeutics Trial, coordenado pela OMS, indicam que o remdesivir, que a hidroxicloroquina, a combinação lopinavir/ritonavir e os tratamentos à base de interferon parecem ter um pequeno ou inexistente efeito sobre a mortalidade em 28 dias ou no percurso hospitalar do Covid-19 entre os pacientes recuperados", informa o documento.

O estudo foi conduzido em 405 hospitais em 30 países diferentes e envolveu 11.266 adultos, dos quais cerca de 2,7 mil receberam o remdesivir, 954 receberam a hidroxicloroquina, 1,4 mil receberam o interferon e 1,4 mil tomaram a combinação lopinavir/ritonavir. Outros 4.088 receberam medicamentos placebo.

"Os testes investigaram os efeitos desses tratamentos sobre a mortalidade total, sobre o início da intubação e sobre a duração do tratamento. Outros usos como, por exemplo, o tratamento de pacientes nas comunidades ou para a prevenção, serão examinados em experimentações diferentes", conclui.

Apesar de vários estudos internacionais já terem apontado a ineficácia da cloroquina ou da hidroxicloroquina tanto para tratamento como para prevenção, essa é a primeira vez que um amplo estudo aponta a ineficiência do remdesivir.

O antiviral, por exemplo, é o único aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para uso contra a Covid-19 na Europa nos casos graves de internação, em que os pacientes precisam de ajuda mecânica para respirar.

O medicamento também é amplamente usado nos Estados Unidos, que compraram os estoques de produção de três meses da empresa Gilead Sciences, e foi um dos remédios que o presidente Donald Trump tomou no hospital. .
   

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