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Primeiras imagens a cores do James Webb serão reveladas em 12/7

Telescópio está pronto para investigar os primórdios do universo

1 jun 2022 15h32
| atualizado às 15h38
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A expectativa pela entrada em operação do telescópio espacial James Webb já tem data marcada para terminar.

Telescópio James Webb é capaz de observar em infravermelho
Telescópio James Webb é capaz de observar em infravermelho
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A Agência Espacial Europeia (ESA), uma das financiadoras do projeto, afirmou que as primeiras imagens a cores feitas pelo telescópio que vai investigar os primórdios do Universo serão divulgadas em 12 de julho, mais de seis meses após seu lançamento.

Junto com as imagens, serão publicados os primeiros dados espectroscópicos, uma espécie de "aperitivo" sobre como o James Webb poderá mudar nossa visão sobre a história do cosmo.

"O nosso objetivo com essas primeiras imagens e dados do James Webb é mostrar a potência dos instrumentos e dar uma prévia da missão científica que será realizada", explica o astrônomo Klaus Pontoppidan, do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial (STScI), de Baltimore, nos EUA.

"Com certeza vão suscitar o tão esperado 'wow' dos astrônomos e do público", acrescenta. O novo telescópio é tão potente que é até difícil imaginar exatamente como serão as primeiras imagens.

"Certamente existem coisas que esperamos ver, mas não saberemos até as vermos", reforça Joseph DePasquale, também do STScI.

Desenvolvido pela Nasa e pelas agências espaciais da União Europeia e do Canadá, o James Webb foi lançado ao Espaço pelo foguete Ariane 5, em 25 de dezembro, e aos poucos foi se desdobrando para atingir sua configuração final.

Atualmente, ele se encontra no ponto conhecido como Lagrange 2 (L2), onde a influência gravitacional do Sol e da Terra se anulam, permitindo que o equipamento permaneça no local com um gasto mínimo de combustível.

Ao contrário do veterano Hubble, que capta sobretudo a luz visível, o James Webb vai observar em infravermelho, o que lhe permitirá estudar fenômenos mais distantes no tempo, como o surgimento das primeiras galáxias.

Enquanto o Hubble, por exemplo, consegue observar eventos ocorridos há 13,2 bilhões de anos, o James Webb poderá chegar 13,5 bilhões de anos atrás - estima-se que o Big Bang tenha ocorrido há 13,7 bilhões de anos.

Como o Universo está em expansão, as ondas de luz visível emitidas naquela era primordial são "esticadas" em seu caminho até nós, deslocando-se até a faixa do infravermelho, que é invisível para o olho humano.

Além disso, o telescópio conseguirá ver através das nebulosas, nuvens de gás onde surgem as estrelas, e estudar a atmosfera de exoplanetas em busca de possíveis marcadores biológicos da presença de vida.

Ansa - Brasil   
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