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Polícia detém 289 pessoas durante manifestação em Paris

29 nov 2015
14h44
atualizado às 20h59
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Cerca de 289 pessoas foram detidas neste domingo (29) nos distúrbios registrados no centro de Paris quando grupos violentos tentaram forçar as barreiras policiais que impediam manifestações devido ao estado de emergência decretado após os atentados na capital francesa.

Confusão começou com uma concentração vinculada com a Cúpula do Clima (COP21)
Confusão começou com uma concentração vinculada com a Cúpula do Clima (COP21)
Foto: Getty Images

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O responsável regional pela polícia de Paris, Michel Cadot, disse em entrevista coletiva que não houve feridos, além de um manifestante com lesões superficiais, nos enfrentamentos entre forças da ordem e manifestantes na praça da República e em seus arredores.

Cadot assinalou que tudo começou com uma concentração vinculada com a Cúpula do Clima (COP21) de entre 2.000 e 2.500 pessoas na praça da República, entre as quais havia "grupos com alguns componentes violentos" que tentaram "realizar uma marcha, algo que não estava autorizado".

"Alguns pequenos grupos muito organizados com indivíduos com a cara tapada (...) atacaram os agentes" com gás lacrimogêneo, garrafas, copos e até mesmo com as velas colocadas na estátua da praça da República em homenagem às vítimas dos atentados terroristas do passado dia 13, acrescentou.

Foi então, segundo Cadot, que os agentes antidistúrbios reagiram "com proporcionalidade".

Cadot destacou que os detidos "receberão as sanções e as consequências" previstas pela legislação.

Perante a impossibilidade de organizar manifestações por causa do estado de emergência decretado após os ataques jihadistas de Paris nos quais morreram 130 pessoas, diversos coletivos organizaram ações alternativas.

A associação Avaaz, por exemplo, coletou mais de 10 mil sapatos, que foram expostos esta manhã na praça da República, como símbolo dos que não puderam marchar.

Outras organizações montaram ao meio-dia uma corrente humana de milhares de pessoas entre as praça de República e da Nação.

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EFE   
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