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Morre Nobel que alertou sobre o buraco na camada de ozônio

12 mar 2012
11h10
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O cientista americano Frank Sherwood Rowland, Nobel de química premiado por soar o alarme sobre o buraco da camada de ozônio e alertar contra o uso de produtos que prejudicam o cobertor atmosférico da Terra, morreu no sábado aos 84 anos. Segundo a agência de notícias AP, a morte foi em decorrência de complicações da doença de Parkinson.

Vejaaqui os vencedores do Nobel 2011.

"Perdemos o nosso melhor amigo e mentor," disse Kenneth C. Janda em um comunicado. "Ele salvou o mundo de uma grande catástrofe: nunca vacilar em seu compromisso com a verdade da ciência e da humanidade."

Com Paul J. Crutzen e Mario J. Molina, Rowland foi um dos três cientistas agraciado com o Prêmio Nobel de química em 1995, por alertarem sobre a destruição do ozônio por reações de compostos como o CFC usado em aerossóis e refrigerantes com seus estudos de química atmosférica. Molina e Rowland em outra publicação demonstraram que esses compostos eram gradualmente transportados até à camada de ozônio, onde - por efeito da intensa radiação ultravioleta - poderiam se decompor em seus átomos constituintes, liberando cloro atômico, que por sua vez, literalmente "devora" a camada de ozônio.

Sua previsão chamou a atenção e foi fortemente contestada, em parte porque os chamados CFC foram pensados para ser ambientalmente seguros. Após décadas seu trabalho ganhou reconhecimento generalizado.

"Ele me mostrou que, se acreditamos na ciência ... devemos falar quando sentimos que é importante para a sociedade a mudar", disse Molina à Associated Press.

Durante uma reunião sobre o clima na Casa Branca em 1997, Rowland questionou: "Não é uma responsabilidade dos cientistas, se você acreditar que você tenha encontrado algo que pode afetar o meio ambiente, não é sua responsabilidade fazer algo a respeito, o suficiente para que a ação realmente aconteça?". "Se não formos nós, quem? Se não for agora, quando?", perguntou ele.

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Fonte: Terra
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