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Cobras robôs entram em pacientes para ajudar cirurgiões

29 mai 2012 18h37
| atualizado às 19h08
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Imagine um pequeno robô em forma de cobra rastejando pelo seu corpo, ajudando um cirurgião a identificar doenças e realizar cirurgias. Cientistas e médicos usam as ferramentas deslizantes para operar corações, tratar câncer de próstata e outras doenças em órgãos. As informações são da Associated Press.

Cientistas e médicos usam as ferramentas para operar corações, tratar câncer de próstata e outras doenças
Cientistas e médicos usam as ferramentas para operar corações, tratar câncer de próstata e outras doenças
Foto: Keith Srakocic / AP

Os ´snakebots (junção das palavras em inglês snake e robot, respectivamente, cobra e robô) carregam pequenas câmeras, tesouras e fórceps - e sensores ainda mais avançados ainda estão sendo desenvolvidos. Por enquanto, eles possuem amarras controladas por humanos, mas especialistas dizem que, um dia, os robôs poderão explorar corpos por conta própria.

"Não falta muito para termos robôs que sejam nanobots robôs microscópicos, que poderiam ficar sozinhos dentro do corpo", afirma Michael Argenziano, chefe da cirurgia adulta cardíaca no Hospital Presbiteriano de Nova York e no Centro Médico da Universidade Columbia. "É como a habilidade de ter pequenas mãos dentro do paciente, como se o cirurgião houvesse encolhido", complementa.

Há anos, Howie Choset pesquisa e constrói robôs - particularmente cobras robôs - na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh. Ele acredita que sua cobra robô e outros similares vão ajudar a reduzir os custos das cirurgias, tornando-as mais rápidas e fáceis. Ele conta que o design do novo modelo é maior e mais flexível que os outros - o diâmetro da cabeça é menor que uma moeda.

O tamanho dos robôs cirúrgicos permite que o médico opere com menos danos para o corpo do paciente, fazendo que a cura seja mais rápida. Por exemplo, em vez de abrir o peito todo em uma cirurgia cardíaca, faz-se uma pequena incisão, e o robô rasteja para o local desejado.

Ashutosh Tewari, médico e professor na Weill Cornell Medical College, já usou as ferramentas robóticas para realizar milhares de cirurgias de próstata. Ele afirma que a precisão do instrumento é vital não apenas para retirar tumores cancerígenos, mas para ver quais nervos deixar intactos.

Ele diz estar animado com o potencial dos robôs em coisas que os humanos não podem fazer, e que um dia pode ser possível que eles testem elementos químicos no sangue, ou mesmo as conexões elétricas dos nervos. Alguns estudos mostram que a eficiência dos robôs cirúrgicos varia bastante. Em hospitais menores, o custo de obter e manter um robô não compensa.

Choset também construiu snakebots para busca e resgate, ou somente para exploração. Eles sobem em árvores com a câmera na cabeça e chegam a lugares que humanos não podem alcançar. Outra especialista do Carnegie Mellon, Manuela Velosa, aponta que ainda há uma lacuna muito grande entre humanos e o mais avançado dos robôs. Para ela, as máquinas são construídas para uma ou duas tarefas, mas não para a variedade de tarefas que os humanos desempenham sem pensar.

Fonte: Terra
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