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Organismo dos EUA diz que terminou período crítico para os corais

20 jun 2017
14h09
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O branqueamento dos corais que ocorre quando a temperatura da água do mar é elevada parece ter diminuído nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico após um período catastrófico de três anos.

Assim indicaram especialistas da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos que analisaram dados sobre a temperatura da água dos oceanos obtidos através de satélites e de modelos de computadores, segundo recolhe o site de tal organismo com sede em Maryland.

Para confirmar se efetivamente o branqueamento parou de crescer, os cientistas da NOAA vão controlar rigorosamente a temperatura da superfície marinha durante os próximos seis meses.

Além disso, a NOAA advertiu que há alguns recifes de corais que não estão completamente livres do problema e no caso dos Estados Unidos, ainda neste verão serão vistos corais desbotados no Havaí, Flórida e Caribe.

No começo deste ano, as elevadas temperaturas do oceano produziram um grave branqueamento na Grande Barreira de Corais (Austrália) pelo segundo ano consecutivo e em Samoa Americana.

"Esta fase global de branqueamento dos corais foi a mais extensa, comprida e talvez a mais daninha de todas", disse C. Mark Eakin, coordenador da unidade de vigilância dos recifes de corais da NOAA, que está trabalhando com cientistas, administradores de recursos e comunidades para conhecer o impacto real do problema.

O primeiro processo global de branqueamento de corais ocorreu em 1998, quando houve um forte fenômeno climático El Niño foi seguido de um La Ninã igualmente forte.

O segundo foi em 2010 e em 2015 a NOAA informou sobre o início de uma fase de branqueamento dos corais no mundo todo.

Desde 2015, os recifes de coral estiveram submetidos a temperaturas acima do normal e em 70% deles essa situação tem ocorrido de maneira prolongada.

Os recifes dos EUA estão entre os mais afetados. Os da Flórida e Havaí suportaram dois anos de branqueamento, enquanto os das Ilhas Marianas três anos e os de Guam quatro, apontou NOAA.

O organismo indicou que por sorte há áreas de coral que nesse mesmo período não passaram pelo processo, e os cientistas vão estudar se são características específicas desses corais ou do meio ambiente que os protege das alterações produzidas pelo calor.

Jennifer Koss, diretora do Programa de Conservação de Recifes de Coral da NOAA, disse que os corais não ficaram desatendidos durante a última fase crítica de branqueamento.

Segundo Koss, no mundo todo têm ocorrido medidas pró-ativas para fazer os ecossistemas de carol mais resistentes, mediante uma redução das ameaças e buscando formas inovadoras para aumentar as populações de coral e das espécies que vivem nos seus ecossistemas.

EFE   

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