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Índia rejeita acusação de Trump de ter assinado acordo climático por dinheiro

5 jun 2017
11h14
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A ministra de Relações Exteriores indiana, Sushma Swaraj, rejeitou nesta segunda-feira os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o país asiático de ter assinado o Acordo de Paris de luta contra a mudança climática para receber "milhões de dólares".

"Se alguém diz que assinamos o acordo por cobiça ou pressão, rejeitamos ambas acusações. Assinamos porque é o nosso compromisso", disse Swaraj em coletiva de imprensa.

Trump indicou na semana passada durante o discurso em que anunciou a saída dos Estados Unidos do pacto internacional que a Índia, um dos países mais contaminantes do mundo, tinha assinado o acordo para "receber milhões e milhões de dólares em ajuda dos países desenvolvidos".

Swaraj rejeitou estes comentários e afirmou que está "nos valores "indianos a proteção do meio ambiente e que independentemente de os Estados Unidos participarem ou não, "a Índia estará" no acordo.

O premiê indiano, Narendra Modi, indicou no sábado em Paris, onde realizava uma visita oficial, que seu país está disposto a ir "além" do estipulado no Acordo de Paris na luta contra a mudança climática, após a retirada dos Estados Unidos do pacto.

O presidente americano anunciou no dia 1 a saída do acordo ao denunciar que os compromissos de Paris não foram suficientemente restritos para países como China e Índia, tão contaminantes como os EUA.

O Acordo de Paris entrou em vigor em novembro, apenas 11 meses depois de sua aprovação, ao contar com a ratificação de mais de 55 países, incluindo os maiores emissores: China, Estados Unidos, União Europeia e Índia, que lado a lado superam amplamente 55% das emissões globais que exigia o pacto.

Com a decisão de Trump, só três países se negaram a assiná-lo: Estados Unidos, Nicarágua, que o considera pouco ambicioso, e a Síria, que está em guerra.

EFE   

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