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Nasa e ESA divulgam fotos inéditas da superfície do Sol

Imagens são as mais próximas já obtidas na história

16 jul 2020
12h08
atualizado às 12h51
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Imagens inéditas que mostram a superfície do Sol de maneira muito aproximada foram divulgadas nesta quinta-feira (16) pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia (ESA).

As fotos foram tiradas pela sonda Solar Orbiter, que foi enviada ao espaço no dia 10 de fevereiro deste ano, naquele que é considerado o "mais ambicioso" dos projetos com o objetivo de investigar a estrela.

As fotografias mostram que a superfície do astro é pontilhada de erupções, como se fossem fogueiras.

Foto: Reuters

"Essas fotos sem precedentes do Sol foram as mais próximas já obtidas. Essas imagens maravilhosas irão ajudar os cientistas a juntar as camadas da atmosfera do Sol, o que é importante para entendermos como ele conduz o clima espacial perto da Terra e em todo o Sistema Solar", destaca o cientista da Nasa, Holly Gilbert, em comunicado.

O responsável científico pela missão, Daniel Müller, destacou que apenas com as imagens recebidas "é possível observar novos fenômenos interessantes".

"Não esperávamos ver resultados assim importantes já no início. Nem bem terminamos a fase de verificação técnica, a sonda já confirmou quanto foram justificadas as grandes expectativas do mundo científico", ressaltou ainda Müller.

Em termos técnicos, a fotos foram tiradas a cerca de 77 milhões de quilômetros de distância, cerca de metade do percurso entre o Sol e a Terra.

No momento, ainda é impossível dizer se as pequenas erupções fotografadas estão ligadas ou não às maiores conhecidas até hoje. Mas, analisando de maneira individual, esses pequenos focos podem influenciar a temperatura da parte mais externas do astro, a sua coroa.

"As fogueiras que estamos falando aqui são como pequenos sobrinhos das erupções solares, pelo menos um milhão, talvez bilhões de vezes menores. Quando olhamos na nova alta resolução das imagens, elas estão literalmente em todos os lugares que olhamos", explicou um dos astrofísicos do projeto, David Berghmans.

Os 10 "olhos" do Solar Orbiter observam simultaneamente o Sol, permitindo a possibilidade de colher dados até então invisíveis. Componho as imagens em um único mosaico, eles fornecem um quadro único do Sol e do ambiente que o circula.

Segundo explicou Müller, dos 10 instrumentos acoplados, seis são telescópios voltados especificamente para a estrela e quatro estão analisando o ambiente que circunda a sonda, que está exposta a temperaturas altíssimas e protegida por um escudo especial que consegue aguentar até 500° Celsius.

Essa proteção foi feita com um revestimento de pó negro a base de fosfato de cálcio, muito similar aos pigmentos usados há dezenas de milhares de anos nas pinturas rupestres.

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