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Coberta de cinzas após erupção de vulcão, ilha de Tonga 'parece superfície da Lua', dizem moradores

Cinzas, inundações causadas por tsunami e blecaute de energia e comunicações afetam a ilha principal, e preocupação é com ilhas menores que podem ter ficado completamente submersas.

16 jan 2022 18h12
| atualizado em 18/1/2022 às 09h09
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Foto da nuvem de cinzas um dia antes da grande erupção deste sábado; Tonga foi afetada pelos dejetos do vulcão e pelas ondas causadas por sua erupção
Foto da nuvem de cinzas um dia antes da grande erupção deste sábado; Tonga foi afetada pelos dejetos do vulcão e pelas ondas causadas por sua erupção
Foto: Tonga Geological Services / BBC News Brasil

A grande erupção vulcânica perto da ilha de Tonga no sábado (15/1) provocou ondas de tsunami, uma nuvem de cinzas e um blecaute na luz, na internet e nas telecomunicações da pequena ilha no Pacífico.

Um dia depois do pico das erupções, a estimativa é de que o número de afetados chegue a 80 mil pessoas (a ampla maioria da população de 105 mil), segundo as sociedades da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês) disseram à BBC.

Por enquanto, não foi reportada nenhuma morte. Mas as informações, fotos e relatos vindos da ilha ainda são escassos, e a Nova Zelândia e a Austrália planejam enviar voos de reconhecimento à região, para ajudar a dimensionar os danos.

O tsunami "foi um choque para as pessoas, então de fato temos alguma preocupação com as ilhas mais distantes e estamos tentando fazer contato com as pessoas", diz Katie Greenwood, integrante da IFRC em Fiji, agregando que Tonga precisará de ajuda com urgência.

"Suspeitamos que até 80 mil pessoas em Tonga tenham sido afetadas, seja pela erupção em si ou pelas ondas e inundações resultantes da erupção."

A erupção do vulcão submarino fez subir uma nuvem de cinzas ao céu e gerou ondas de até 1,2 metro. Foi uma erupção tão forte que pôde ser ouvida até na Nova Zelândia, a mais de 2,3 mil quilômetros de distância dali.

Moradores locais que conseguiram se comunicar com o exterior disseram que a ilha se parece à "superfície da Lua", coberta com uma camada de cinzas vulcânicas, e máscaras faciais se tornaram importantes para prevenir a inalação dessas partículas.

A preocupação é que as cinzas parecem estar contaminando os reservatórios de água - portanto, água potável é uma das principais necessidades no momento em Tonga, afirmou neste domingo a premiê da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.

A premiê neozelandesa afirmou ter recebido informações sobre danos significativos à capital de Tonga, causados sobretudo pelo tsunami. Agora, disse Ardern, a situação está mais calma e a luz começava a ser reestabelecida em partes da ilha, mas ainda não se sabe muito a respeito das pessoas que moram nas ilhas menores - algumas delas são bem próximas ao vulcão, e imagens de satélite mostram que algumas ficaram completamente inundadas.

As cinzas que pairam no ar ainda impedem uma visualização clara da região, mas a Nova Zelândia espera enviar um avião militar a esses locais nesta segunda-feira (17/1).

Moradores da Nova Zelândia e Austrália que têm parentes em Tonga se dizem preocupados com o bem-estar deles.

Especialistas afirmam que a erupção do Hunga-Tonga-Hunga-Ha'apai, que durou vários dias até atingir seu pico no sábado, foi uma das mais violentas na região em décadas, e desencadeou alertas de perigo de tsunami em diversos países com costa no Oceano Pacífico, como EUA e Japão.

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