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Descoberto um caracol que teme mais a luz que os predadores

17 set 2013
21h55
atualizado em 18/9/2013 às 00h14
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O caracol de água doce Radix balthica escurece sua cor para se camuflar de um provável predador, assim como faz um camaleão, mas sobretudo para se proteger dos raios ultravioleta, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira.

Além disso, se confrontado à dupla ameaça de um predador e da exposição à luz, esse pequeno caracol prefere se proteger primeiro dos raios UV, mesmo sob o risco de virar comida.

O caracol possui uma concha translúcida que recobre um manto ornamentado com manchas sombreadas. Algumas espécies apresentam apenas algumas manchas sombreadas, enquanto outras são completamente negras. Essa variação da pigmentação havia sido atribuída anteriormente a diferenças genéticas entre as várias espécies.

Uma equipe de biólogos da Universidade de Lund, na Suécia, demonstrou, ao contrário, a plasticidade desta pigmentação, em resposta a mudanças ambientais.

Os pesquisadores colocaram os jovens caracóis, procedentes de um mesmo local, em diferentes repositórios idênticos, mas com quatro condições de experiência diferentes (risco de predação por peixes, raios UV, risco de predação e de raios UV, grupo de controle).

Após oito semanas, eles constataram uma pigmentação escura mais importante entre os caracóis expostos a um risco de predação em comparação com o grupo de controle. Essa coloração mais forte foi ainda mais importante entre aqueles expostos aos raios UV, mas em contrapartida com uma perda de complexidade dos padrões pigmentados.

A situação se complicou nos animais expostos aos dois riscos simultaneamente: os cientistas encontraram a mesma quantidade de pigmentos escuros entre aqueles expostos aos raios UV, com uma redução comparável da complexidade dos padrões, sinônimo de uma camuflagem menos eficiente perante os predadores.

Segundo os cientistas, isto significa que o R. balthica, quando exposto ao mesmo tempo à luz e aos peixes predadores, faz "um acordo entre camuflagem e fotoproteção, um acordo que pode aumentar o risco de predação". Os resultados deste estudo são publicados na revista Biology Letters da Sociedade Real britânica.

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