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TSE cria comissão eleitoral que inclui as Forças Armadas

Colegiado também terá representantes do Congresso, do Tribunal de Contas da União, da Ordem dos Advogados do Brasil, da PF e do MP

9 set 2021 12h33
| atualizado às 12h43
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22/10/2018
REUTERS/Rodolfo Buhrer
22/10/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer
Foto: Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou uma comissão para ampliar a transparência e a segurança de todas as etapas do processo eleitoral, dois dias após o presidente Jair Bolsonaro ter voltado a insistir, em manifestação na Avenida Paulista, na adoção do voto impresso.

A comissão vai contar com a participação de representantes das Forças Armadas - o comandante de Defesa Cibernética, general Heber Garcia Portella - do Congresso, do Tribunal de Contas da União, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Federal e do Ministério Público Eleitoral.

A comissão, que terá 12 membros no total, ainda contará com outros seis especialistas em tecnologia da informação e da sociedade civil.

Na sessão do tribunal em que anunciou a iniciativa, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, disse que no dia 4 de outubro haverá uma exposição didática e detalhada do atual sistema de votação com a presença dos partidos e dos ministros da Corte. O sistema de votação atual é por urnas eletrônicas.

"Aqui não se faz nada às escondidas. É tudo transparente e aberto pelo bem da democracia brasileira", destacou.

Barroso tem sido um dos alvos preferenciais dos ataques de Bolsonaro à cúpula do Judiciário. Mesmo após a proposta de impressão do voto nas urnas eletrônicas ter sido derrotada pelo plenário da Câmara, o presidente segue defendendo a adoção da medida com declarações, sem apresentar provas, de que o atual modelo é passível de fraudes, além de ameaçar que poderia não aceitar o resultado resultados.

Pouco antes, em um duro discurso, o presidente do TSE disse que Bolsonaro descumpre a palavra dada ao manter o que chamou de "campanha insidiosa" contra o sistema eletrônico de votação após a derrota da proposta do voto impresso no Congresso.

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