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Transpetro recebe multa de R$ 50 milhões por vazamento no RJ

Multa acontece após técnicos verificarem na quarta-feira que a extensão da mancha é muito maior do a estimativa anterior

19 mar 2015
08h13
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O Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro aplicou multa de R$ 50 milhões à Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), por causa do vazamento de óleo, segunda-feira, no Terminal Baía da Ilha Grande, no município fluminense de Angra dos Reis.

<p>Navio cargueiro da Transpetro no mar do Rio de Janeiro</p>
Navio cargueiro da Transpetro no mar do Rio de Janeiro
Foto: Divulgação

A decisão foi tomada em reunião emergencial na tarde de quarta-feira. O Inea acusa a Transpetro de não ter dado as informações corretas. De acordo com o instituto, após a empresa revelar que houve o vazamento, equipes de emergência do órgão se dirigiram ao local e sobrevoaram a área indicada pela Transpetro, e na área a quantidade observada foi pouco significativa, estimada em cerca de 560 litros de óleo. No entanto, em novo sobrevoo na quarta-feira, os técnicos verificaram que a extensão da mancha é muito maior, “o que leva a crer que a empresa omitiu informações ao Inea”, completou o órgão em nota.

Também em comunicado, a Transpetro confirmou que logo após o vazamento ser detectado informou sobre o problema aos órgãos ambientais e marítimos, mas negou que tenha dado informações incorretas. “A Transpetro não omitiu qualquer informação das autoridades competentes, que acompanham desde o início os trabalhos de contenção e remoção. A companhia esclarece ainda que em nenhum momento transmitiu a esses órgãos informações sobre o volume derramado, pois a apuração ainda não foi concluída”.

A Transpetro revelou também que as operações foram imediatamente interrompidas e o vazamento contido, logo que foi identificado o transbordamento de um dos tanques de lastro do navio Gothemburg, onde havia óleo misturado com água.

De acordo com a empresa, as suas equipes estão usando embarcações, barreiras de contenção e barreiras absorventes para combater o vazamento e recolher o produto derramado. Além disso, instaurou comissão interna para apurar as causas do incidente.

A companhia completou a nota destacando que todas as suas operações obedecem à legislação vigente, e permanece trabalhando no local do vazamento para reduzir os efeitos causados pelo incidente.

Agência Brasil Agência Brasil
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