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Sexto dia da greve: liberados 544 dos 596 pontos de bloqueio

26 mai 2018
13h56 atualizado às 14h00
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13h56 atualizado às 14h00
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No sexto dia de paralisação dos caminhoneiros, 544 pontos de bloqueio foram liberados, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o gabinete de crise da Presidência da República.

Da 0h às 11h30 de hoje (26), a PRF registrou que foi possível a circulação de cargas sensíveis, transporte de animais, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais e combustíveis. De acordo com a polícia, os manifestantes cooperaram e foi garantida a segurança de todos os usuários das rodovias federais.

Protesto de caminhoneiros na Rodovia Régis Bittencourt, nos dois sentidos, na altura de Embu das Artes (SP), neste sábado (26), contra a alta dos preços dos combustíveis. A pista está sem interrupção na via nos sentido Curitiba e no sentido São Paulo.
Protesto de caminhoneiros na Rodovia Régis Bittencourt, nos dois sentidos, na altura de Embu das Artes (SP), neste sábado (26), contra a alta dos preços dos combustíveis. A pista está sem interrupção na via nos sentido Curitiba e no sentido São Paulo.
Foto: Ronaldo Silva / Futura Press

Nos estados, os governadores tomaram providências emergenciais para evitar o desabastecimento de produtos básicos e combustíveis. Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) decretou estado de emergência.

No Rio, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou estado de emergência. No Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) priorizou os serviços relativos a saúde, segurança e transporte público.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) determinou aos caminhoneiros que estão parados no acostamento da BR-040, em frente à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que retirem os caminhões.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) determinou aos caminhoneiros que estão parados no acostamento da BR-040, em frente à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que retirem os caminhões.
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil

O presidente Michel Temer determinou que o gabinete de crise fique em alerta. Pela manhã, houve uma reunião e mais três estão programadas: uma para esta tarde e duas para amanhã. Ao final, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, foi o encarregado de transmitir as informações à imprensa.

Marun afirmou que o governo aplicará multa de R$ 100 mil para quem não desbloquear vias. Segundo ele, o governo tem "convicção de locaute" ou seja, de participação de empresários reforçando o movimento de paralisação. Ele, no entanto, apelou para que os caminhoneiros retornassem ao trabalho o mais rápido possível.

Setores da economia sofrem os reflexos da greve:

 

Agência Brasil Agência Brasil
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