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Mãe de ciclista atropelado pedia para jovem usar ônibus

10 mar 2013
16h01
atualizado às 16h36
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A mãe do jovem de 21 anos que perdeu o braço na madrugada deste domingo, ao ser atropelado na avenida Paulista, em São Paulo, afirmou ao Terra que pediu para David Santos Souza ir trabalhar de ônibus. "Eu pedia porque (andar de bicicleta) é perigoso, mas ele não falava nada", desabafou Antônia Ferreira dos Santos.

<p>David Santos Souza, ciclista de 21 anos, perdeu o braço ao ser atropelado na avenida Paulista</p>
David Santos Souza, ciclista de 21 anos, perdeu o braço ao ser atropelado na avenida Paulista
Foto: Daniel Fernandes / Terra
<p>Antônia Ferreira dos Santos diz que filho gostava do trabalho pela adrelina de estar a grandes alturas</p>
Antônia Ferreira dos Santos diz que filho gostava do trabalho pela adrelina de estar a grandes alturas
Foto: Daniel Fernandes / Terra

Segundo a mãe, o jovem ia trabalhar todos os dias de bicicleta. A família mora no bairro Jardim Pantanal, próximo a Diadema. Funcionário de um prédio que faz parte do Hospital das Clínicas, ele começava o expediente hoje às 6h, em vez de às 8h, como normalmente.

O filho caçula, para Antônia, agora vai precisar de "um apoio muito grande" da família, por conta de seu trabalho. "Ele gosta de trabalhar, gosta de adrenalina, limpar os prédios lá de cima", descreveu.

De manhã, Antônia conversou com o filho e disse que ele está consciente e sabe que perdeu o braço na altura do ombro. Mas, segundo a mãe, David está "muito assustado".

<p>Alex Siwek, estudante de Psicologia de 22 anos, fugiu do local do acidente e depois se apresentou voluntariamente à polícia, onde presta depoimento</p>
Alex Siwek, estudante de Psicologia de 22 anos, fugiu do local do acidente e depois se apresentou voluntariamente à polícia, onde presta depoimento
Foto: Futura Press

À tarde, junto com o pai do rapaz, o pintor Gerôncio Lopes de Souza, Antônia foi ao 78° DP para verificar com está o andamento do caso. No local, Alex Siwek, estudante de Psicologia de 22 anos que atropelou o limpador de vidros, presta depoimento.

"Espero justiça e que o David se recupere para ver quais medidas legais podemos tomar", disse a mãe do ciclista. A situação, para ela, está "nas mãos de Deus".

O coordenador operacional Luís Gustavo Mandina, chefe de David, disse que o prédio que ele limpava era o Instituto do Câncer e que o jovem estava trabalhando na faixada. Mandina saiu por volta das 16h15 da delegacia e disse que a empresa vai prestar todo o apoio necessário, que David era registrado e tem todo os direitos, e que a empresa vai tentar avaliar de qual forma vai poder dar esse auxilio.

Fonte: Terra
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