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Temer acerta com líderes votação da Previdência dia 18 de dezembro

7 dez 2017
20h19
atualizado às 20h46
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O presidente Michel Temer acertou, em reunião com lideranças da Câmara na tarde desta quinta-feira, somente colocar em votação a nova versão da reforma da Previdência na semana entre os dias 18 e 22 de dezembro, a última de atividade legislativa do Congresso.

Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto
 21/11/2017    REUTERS/Ueslei Marcelino
Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto 21/11/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que "ficou acordado que o dia para podermos apreciar a PEC da reforma da Previdência seria no próximo dia 18". Segundo uma fonte palaciana, a intenção é buscar a votação do segundo turno, logo em seguida, com a aprovação de um pedido para quebrar os prazos regimentais.

A avaliação foi que, com mais uma semana de trabalho para convencer deputados da base, será possível garantir uma margem de segurança para aprovar o texto.

No meio da tarde, o presidente recebeu no Palácio do Planalto a visita do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e dos líderes do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), do PP, Arthur Lira (AL), do DEM, Efraim Filho (PB), do PRB, Cleber Verde (MA), e um dos vice-líderes do governo na Casa, Beto Mansur (PRB-SP).

No encontro, segundo a fonte, foi feita a apresentação de uma contabilidade dos apoios do governo à reforma. Os cálculos apontam que o governo teria 280 votos certos a favor da proposta, menos do que os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição.

O trabalho dos governistas será o de conquistar o voto de ao menos 30 a 40 deputados que estariam propensos a apoiar a reforma.

"Nós vamos trabalhar com uma margem de segurança que possa nos garantir os 308 votos", disse Aguinaldo Ribeiro a jornalistas. "Obviamente que sempre trabalhamos com um pouco mais dessa margem de segurança, um pouco acima de 320 votos."

Com mais uma semana para buscar novos apoios, o governo pretende intensificar as articulações com os partidos da base.

Uma das ideias em estudo, segundo a fonte palaciana, é até mesmo acenar com o retorno aos cargos no Executivo de apadrinhados de deputados que tenham votado contra Temer nas duas denúncias, desde que votem a favor da Previdência. Essa sugestão foi feita por Rodrigo Maia na véspera, em jantar promovido por Temer com dirigentes partidários no Palácio da Alvorada.

"Quem voltar ao governo, poderá contar com as benesses de ser governo", disse a fonte.

O Palácio do Planalto espera conquistar votos em partidos da base que não devem fechar questão. As principais preocupações estão, no momento, no PSD e no PR, dois partidos que têm resistido a apoiar a proposta.

Mais cedo, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), havia anunciado a convocação de um sessão conjunta da Câmara e do Senado na próxima semana para votar, entre outro itens, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018. Se a LOA for votada na semana que vem, a Câmara poderá se dedicar exclusivamente à reforma da Previdência na semana seguinte.[nL1N1O7208]

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