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Supremo retira parcialmente sigilo da delação premiada de donos da JBS

18 mai 2017
18h42
atualizado às 18h42
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin retirou há pouco parte do sigilo das delações premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi. A medida foi tomada após o ministro homologar os depoimentos, firmados com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre os citados estão o presidente Michel Temer e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrela (PMDB-MG), além de pessoas ligadas a eles. O conteúdo deve ser divulgado ainda hoje (18). Algumas informações serão mantidas em segredo para não atrapalhar as investigações.

Joesley Batista implicou Temer em operação que visaria obstruir investigações da Lava Jato
Joesley Batista implicou Temer em operação que visaria obstruir investigações da Lava Jato
Foto: Divulgação / BBCBrasil.com

Antes da decisão que derrubou o sigilo, o jornal O Globo antecipou o conteúdo dos depoimentos. Segundo a reportagem, em encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.

De acordo com a reportagem, outra gravação feita por Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal, que rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado em uma conta da empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Respostas

Ainda ontem, a Presidência da República divulgou nota na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. Em pronunciamento à nação nesta tarde, Temer afimou que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. "Não renunciarei. Repito não renunciarei", disse.

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

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Agência Brasil Agência Brasil

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