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Suplente de tucano pagou por auditório onde foi lançado partido de Bolsonaro

22 nov 2019
07h33
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Suplente do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), o advogado Luís Felipe Belmonte afirmou nesta quinta-feira, 21, que foi o responsável por pagar o aluguel do auditório do Hotel Golden Tulip, em Brasília, onde foi realizada a convenção de lançamento do Aliança pelo Brasil, partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro.

A afirmação de Belmonte contraria o que o próprio Bolsonaro havia dito mais cedo. Durante discurso, ele agradeceu o ex-vice governador do Distrito Federal Paulo Octávio pela "cessão" do local. "Conversei há pouco com o Paulo Octávio, ao qual eu agradeço a cessão desse local e perguntei sobre a taxa de ocupação de hotéis. Ele disse que está bem superior à do ano passado", disse Bolsonaro.

Em 2009, Paulo Octávio teve seu nome citado na Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal (PF), que investigava a distribuição de recursos ilegais a políticos do DF em troca de apoio. Ele nega participação no esquema. Em 2014, ele chegou a ficar quatro dias preso depois de ser acusado pelo Ministério Público de participar de um esquema de pagamento de propina para liberação de alvarás. Ele também nega. Atualmente, ele é presidente regional do PSD.

Belmonte negou que Bolsonaro tenha se enganado ao dizer que Paulo Octávio, um dos sócios do Golden Tulip, cedeu o auditório. O hotel ficou conhecido nos governos do PT por abrigar eventos do partido.

"Cedeu porque o local é muito solicitado. Ele (Paulo Octávio) conseguiu liberar na data". Anunciado como segundo-vice-presidente da legenda, Belmonte é casado com a deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF). Ele não revelou o valor da locação, mas disse que foi uma doação sua para o Aliança. "O partido ainda não existe, não tem como fazer despesa. Eu, como estou participando desde o primeiro momento, fiz essa doação", disse.

Belmonte foi um dos principais doadores de campanhas no Distrito Federal no ano passado. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele destinou R$ 3,947 milhões aos candidatos, a maior parte para Izalci.

Conforme aliados de Bolsonaro, uma vaquinha foi feita para pagar outros custos, como segurança, recepcionistas e aluguel de telões instalados na parte externa, onde apoiadores acompanharam os discursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão
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