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SP: ICMS e corte de despesas garantirão investimentos, diz Haddad

1 jul 2013
16h33
atualizado às 16h54
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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira que o corte de espesas e o novo aporte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) possibilitarão à prefeitura da capital paulista manter os investimentos previstos para 2013, mesmo com a revogação do aumento da tarifa de transporte público. Segundo ele, a repactuação de contratos já assinados resultou em uma economia de R$ 500 milhões e o parcelamento de dívidas do ICMS gerou uma receita extra para São Paulo no valor de R$ 226 milhões, não previstos no orçamento.

Segundo Haddad, a repactuação de contratos já assinados resultou em uma economia de R$ 500 milhões e o parcelamento de dívidas do ICMS gerou uma receita extra para São Paulo no valor de R$ 226 milhões
Segundo Haddad, a repactuação de contratos já assinados resultou em uma economia de R$ 500 milhões e o parcelamento de dívidas do ICMS gerou uma receita extra para São Paulo no valor de R$ 226 milhões
Foto: Fábio Arantes/Secom / Divulgação

No dia 19 de junho, quando anunciou a redução da tarifa de R$ 3,20 para R$ 3, o prefeito disse que seria necessário cortar investimentos para arcar com a despesa adicional, tendo em vista que as empresas não teriam como assumir esse custo.

Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira que o corte de despesas e o novo aporte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) possibilitarão à prefeitura da capital paulista manter os investimentos previstos para 2013
Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira que o corte de despesas e o novo aporte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) possibilitarão à prefeitura da capital paulista manter os investimentos previstos para 2013
Foto: Fábio Arantes/Secom / Divulgação

"Este ano, nós vamos conseguir, com esta receita adicional (do ICMS), honrar o prejuízo que tivemos com a redução da tarifa. Esse ganho de R$ 500 milhões de reais, revendo os contratos, também vai nos ajudar a fechar as contas do ano", declarou. Para 2014, no entanto, ele não garantiu que o mesmo ocorra. "É outra etapa que nós vamos ter que cumprir acelerando os programas de economia da prefeitura", complementou.

Ao comentar a criação de uma faixa exclusiva para ônibus na marginal Pinheiros, que começou a funcionar nesta segunda-feira, Haddad disse que considera a questão da velocidade o problema central dos transportes na capital. "O que torna o ônibus ruim e caro é a velocidade baixa. A qualidade cai porque as pessoas querem entrar no ônibus a qualquer custo com medo do atraso do seguinte e os custos aumentam porque é mais combustível e força de trabalho para transportar o mesmo número de pessoas", explicou.

Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em cenários de guerra.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, prédios, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Veja a cronologia e mais detalhes sobre os protestos em SP

Mais de 250 pessoas foram presas durante as manifestações, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. A mobilização ganhou força a partir do dia 13 de junho, quando o protesto foi marcado pela repressão opressiva. Bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Polícia Militar na rua da Consolação deram início a uma sequência de atos violentos por parte das forças de segurança, que se espalharam pelo centro.

O cenário foi de caos: manifestantes e pessoas pegas de surpresa pelo protesto correndo para todos os lados tentando se proteger; motoristas e passageiros de ônibus inalando gás de pimenta sem ter como fugir em meio ao trânsito; e vários jornalistas, que cobriam o protesto, detidos, ameaçados ou agredidos.

As agressões da polícia repercutiram negativamente na imprensa e também nas redes sociais. Vítimas e testemunhas da ação violenta divulgaram relatos, fotografias e vídeos na internet. A mobilização ultrapassou as fronteiras do País e ganhou as ruas de várias cidades do mundo. Dezenas de manifestações foram organizadas em outros países em apoio aos protestos em São Paulo e repúdio à ação violenta da Polícia Militar. Eventos foram marcados pelas redes sociais em quase 30 cidades da Europa, Estados Unidos e América Latina.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. No dia 19 de junho, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciaram a redução dos preços das passagens de ônibus, metrô e trens metropolitanos para R$ 3. O preço da integração também retornou para o valor de R$ 4,65 depois de ter sido reajustado para R$ 5.

Na terça-feira (25), em sessão ordinária na Câmara, a base governista conseguiu adiar a votação para a criação da CPI. Já na manhã desta quarta-feira, Haddad anunciou o cancelamento da licitação com as empresas de ônibus. Segundo ele, a ideia é criar um conselho de transporte para abrir as planilhas com os gastos do transporte antes de assinar o contrato com as viações.

Ele informou que o tempo de viagem pode reduzir de 30 a 50 minutos com a implantação das faixas exclusivas. O prefeito acrescentou que todas as grandes avenidas de São Paulo terão esse tipo de serviço.

Segundo Haddad, trens, Metrô e ônibus transportam dois terços dos trabalhadores paulistanos. O prefeito declarou que espera conseguir financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para implantar os corredores exclusivos de ônibus no valor de R$ 1,7 bilhão.

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Agência Brasil Agência Brasil
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