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SP: Câmara aprova salário de R$ 19 mil para novo prefeito em Jaú

11 dez 2012 19h46
| atualizado às 23h19
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Numa votação tumultuada, os vereadores de Jaú, distante 270 km de São Paulo, aprovaram, na notie de segunda-feira, um salário de R$ 19 mil para o prefeito eleito Rafael Agostini (PT) e de R$ 11,5 mil para o vice Sigefredo Griso (PMDB). O valor da remuneração do próximo prefeito de Jaú, cidade com pouco mais de 131 mil habitantes, será próximo ao pago para a presidente da república Dilma Rousseff, que de acordo com dados do Portal Transparência, recebe R$ 19,8 mil.

O prefeito atual, Osvaldo Franceschi (PV), derrotado nas últimas eleições, recebe pouco mais de R$ 14 mil. A diferença do valor antigo para o novo salário é de 34,21%. Já o salário do vice-prefeito terá um incremento de 220%. O atual é de pouco mais de R$ 3,5 mil, mas, com o aumento concedido pela Câmara, passará para R$ 11,5 mil.

A votação dos salários do prefeito, do vice-prefeito, dos secretários e dos vereadores da nova legislatura já havia sido "costurada" com todos os legisladores nos bastidores, mas os valores acertados eram menores. Pelo acerto anterior, o salário do novo do prefeito subiria para R$ 17 mil a partir de janeiro, em substituição aos R$ 14.157,06 pagos até este mês. Já o vice ganharia R$ 7,5 mil, em vez dos R$ 3.576,50 atuais.

A decisão de mudar os valores foi dos vereadores Ademar Pereira da Silva (PSD), Atílio Durval Gasparotto (DEM), Carlos Ramos (PPL), Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV) e Ronaldo Formigão (DEM) e discutida diretamente com o presidente da Casa, Carlos Alberto Lampião Magon (PV), pouco antes do início da sessão.

A justificativa para o aumento dos valores pré-acertados foi de que o grupo de cinco vereadores queria "valorizar" o trabalho da nova dupla que vai administrar Jaú a partir de janeiro de 2013, segundo disse o presidente da Câmara, justificando seu apoio à decisão dos vereadores.

Todos os vereadores que modificaram o projeto e propuseram um aumento maior para o prefeito e vice eleitos em 7 de outubro fizeram oposição à dupla na disputa eleitoral. Os vereadores Paulo Gambarini (PSDB), Tito Coló Neto (PSDB), José Carlos Zanatto (PTB), José Segura Ruiz (PTB) e Almeida Júnior (PTB) não participaram da decisão que arquitetou os novos valores, mas o voto de Almeida Júnior bateu o martelo nos novos valores. 

Para alguns vereadores, alguma coisa "extra Câmara" aconteceu para que o grupo deixasse de cumprir o que estava acertado há algumas semanas. Segundo João Segura Ruiz, ficou claro que uma manobra foi arquitetada para deixar Rafael e Griso em "maus lençóis" com a população de Jaú.

“Para mim foi armada uma espécie de ‘arapuca’ ou um ‘alçapão’ para tentar desfazer a credibilidade do prefeito e vice que foram eleitos em 7 de outubro. Não acredito que o Agostini e o Griso tenham arquitetado isso sem o conhecimento do seu líder na Câmara justamente com vereadores que sempre os criticaram publicamente”, afirmou o vereador. De acordo com ele, o colega Fernando Frederico de Almeida Júnior (PMDB), líder do partido do prefeito eleito e possível presidente do Legislativo a partir de janeiro de 2013,  afirmou não ter conhecimento algum desse assunto.

Antes da votação a sessão precisou ser interrompida. As portas foram fechadas por mais de meia hora e os vereadores tiveram uma discussão acalorada. Na mesma votação, foram mantidos os valores atuais para os vencimentos dos vereadores que é de R$ 4.315,83 e de R$ 5.830,16 para o presidente da Câmara. Já o valor dos vencimentos dos futuros secretários não teve um benefício proporcional e passam de R$ 6.030,00 para R$ 6,1 mil.

Versão
O prefeito eleito Rafael Agostini (PV) foi procurado pela reportagem do Terra, mas não foi encontrado. De acordo com sua assessoria, Agostini viaja hoje para São Paulo e vai participar de um encontro com lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT). Ainda segundo a assessoria, o prefeito afirmou que em momento algum teve contato com os vereadores que propuseram o aumento de última hora.

“Ele afirmou que não tinha conhecimento da matéria, que não participou de nenhuma discussão para definir salários”, afirmou a assessoria. O vice-prefeito Sigefredo Griso também não atendeu as diversas ligações feitas para o seu telefone pessoal.

Fonte: Terra
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