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Sabatina de Mendonça vira aposta de risco para o Planalto

Nome indicado por Bolsonaro para o STF precisa de ao menos 41 votos; placar 'Estadão' mostra que ele tem 29 apoios no momento

1 dez 2021 17h02
| atualizado às 17h09
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A sabatina do ex-advogado-geral da União André Mendonça para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) virou uma prova de fogo para o Palácio do Planalto. Marcada para hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o teste de Mendonça - que também passará pelo crivo do plenário da Casa - tem desfecho imprevisível. Quatro bancadas no Senado (MDB, PSD, Podemos e PSDB) vão liberar os parlamentares para que votem como quiser.

Indicado em julho pelo presidente Jair Bolsonaro como o nome "terrivelmente evangélico" para ocupar uma cadeira no Supremo, Mendonça precisa de pelo menos 41 do total de 81 votos para ter o nome aprovado pelo plenário do Senado. A votação é secreta. O placar atualizado do Estadão sobre a segunda indicação de Bolsonaro para o Supremo - o primeiro foi Kassio Nunes Marques, aprovado em outubro do ano passado - mostra que o ex-advogado-geral da União, antes ministro da Justiça, chega ao dia de sua sabatina com 29 apoios declarados. Em agosto, eram 25 e em julho, 26.

Quando o recorte é feito apenas com os senadores que compõem a CCJ, responsável pela sabatina e primeira votação, o total de apoios cai a 13. Para passar pelo crivo do grupo, Mendonça precisa de um voto a mais, já que são 27 os parlamentares que formam a comissão.

Sabatina de Mendonça vira aposta de risco para o Planalto
Sabatina de Mendonça vira aposta de risco para o Planalto
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

Sob pressão do governo e do Judiciário - o STF está com um ministro a menos desde julho, quando Marco Aurélio Mello se aposentou -, o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cedeu e agendou a sabatina, que dá início ao rito. Alcolumbre agia para emplacar na Corte outro nome: o do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Mesmo que a indicação de Mendonça seja rejeitada pela comissão, ela segue para o plenário, que dá a palavra final. Conforme o placar Estadão, 46 dos 81 senadores não quiseram dizer como pretendem votar.

Pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, de Brasília, Mendonça intensificou nesta terça-feira, 30, a campanha em busca de apoio. Evangélicos de várias denominações percorreram todos os gabinetes em busca de votos para ele. Era o Dia do Evangélico. À noite, eles se reuniram com Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, e fizeram uma oração.

Estadão
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