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Roberto Freire diz que Doria fez 'gesto de grandeza' pela unidade da 3ª via

23 mai 2022 14h02
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O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, afirmou ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o ex-governador paulista João Doria (PSDB) fez um "gesto de grandeza" em nome da unidade da terceira via ao desistir de concorrer ao Palácio do Planalto. Pressionado pela alta rejeição do eleitorado, o tucano disse nesta segunda-feira, 23, que sai da disputa "com o coração ferido, mas com a alma leve".

"Do ponto de vista do objetivo que todos nós estamos perseguindo, foi um gesto de grandeza e que facilitou a unidade da chamada terceira via", disse Freire.

Na avaliação do dirigente partidário, o PSDB e o Cidadania devem avançar agora nas tratativas para se unir em torno do nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) como candidata à sucessão do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Freire avalia que ainda é cedo para dizer qual papel Doria terá na campanha da terceira via e afirma que o próprio ex-governador precisa dizer o que fará a partir de agora. O Cidadania decidiu formar com o PSDB uma federação partidária, que cria uma "fusão temporária" entre as legendas por pelo menos quatro anos, desde as eleições até o final do mandato seguinte. Esse arranjo pressupõe candidatura única a cargos majoritários como o de presidente e o de governador.

Doria venceu as prévias do PSDB em novembro, contra o também ex-governador Eduardo Leite, mas não conseguiu unir o partido em torno de seu nome. Primeiro, houve um movimento para ignorar o resultado das prévias e lançar Leite no lugar de Doria. O gaúcho chegou a ensaiar uma pré-campanha paralela.

No final, Leite abriu mão da disputa e apoiou Doria. Mesmo assim, o ex-governador de São Paulo continuou a enfrentar resistências dentro do próprio partido. Com a probabilidade de a alta rejeição de Doria acabar contaminando a candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) ao governo de São Paulo, o partido passou a pressionar para que ele abrisse mão de concorrer ao Palácio do Planalto em benefício de Tebet.

Estadão
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