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Reforma da Previdência em 2018 não está no plano, diz coordenador de Bolsonaro

9 out 2018
19h59
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O coordenador político da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse que a reforma da Previdência não faz parte do programa de governo do militar e que a base do candidato não deve se movimentar, caso ele seja eleito, para a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano.

"Não tem no plano, não tem nas conversas", disse. "O Jair não era a favor dessa reforma e a maioria das pessoas que o apoiaram não são a favor dessa reforma porque ela é ruim. É uma porcaria e não resolve nada", disse.

Segundo o deputado, os programas de governo de Bolsonaro começarão a ser construídos, caso ele seja eleito, em 2019. "Por que no plano de governo do Jair não tem plano específico? Porque isso é uma armadilha que os marqueteiros impuseram aos políticos", disse. "Se o Jair for escolhido, nossas ações iniciam só em 2019", afirmou.

O deputado é cotado para ser ministro-chefe da Casa Civil de um eventual governo do capitão reformado.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, há uma contradição na equipe de Bolsonaro sobre a necessidade da reforma da Previdência. O discurso de Onyx é contraditório ao do economista da campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes. Em encontro há poucas semanas, organizado por apoiadores de Bolsonaro num restaurante de Brasília, o coordenador econômico do candidato do PSL, Paulo Guedes, disse que vai fazer a reforma da Previdência para acabar com privilégios e as disparidades entre a aposentadoria de servidores públicos e da iniciativa privada.

Guedes já fez menções à necessidade de uma reforma previdenciária para "anteontem". Ele lembrou que o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se ofereceram para tentar votar depois das eleições a proposta de reforma que já foi aprovada em comissão especial, e pontuou que a investida pode ou não ir adiante. O vice, general Hamilton Mourão (PRTB), também defendeu, em sabatina no banco BTG Pactual, que a proposta seja aprovada antes da posse do novo presidente.

Estadão
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