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PT, PSB, PSOL e Rede desfazem bloco no Congresso

8 fev 2019
17h19
atualizado às 17h43
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PT, PSB, PSOL e Rede desfizeram o bloco que haviam formado para a eleição da Mesa da Câmara dos Deputados, mas o movimento, garantem líderes do grupo, é parte de uma estratégia de atuação em plenário e de fortalecimento das siglas da oposição.

Parte do combinado entre as silgas quando se juntaram, a separação agora permitirá que cada um dos partidos tenha seu líder, seu posicionamento e todas as atribuições destinadas a uma bancada. Não terá influência, no entanto, na distribuição das cadeiras nas comissões.

"Na verdade formamos o bloco com o objetivo principal de construir uma formação para ocupação de espaços na Casa", disse o líder do PSB, Tadeu Alencar (PE).

Visão geral do Congresso, em Brasília
01/01/2019
REUTERS/Adriano Machado
Visão geral do Congresso, em Brasília 01/01/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Mas cada partido precisa ganhar seu rosto, sua identidade, sua liderança. Isso sem prejuízo da aproximação que nós levamos onde estamos localizados nesse espectro da política brasileira, que é a oposição ao governo Bolsonaro", afirmou o deputado, que alimenta expectativas de atuar na oposição ao lado do PDT e do PCdoB, que compõem outro bloco com outras legendas que não se opõem ao governo de Jair Bolsonaro.

Alencar explica que a manutenção do bloco não daria lugar, por exemplo, a divergências entre os partidos em determinados assuntos, e a expressão do grupo ficaria restrita ao líder do grupo.

De acordo com o líder do PT, Paulo Pimenta (RS), o bloco será levado em conta na definição do espaço nas comissões, segundo previsão regimental. Pimenta acrescentou que, como estratégia em plenário, é melhor ter mais de um líder no campo da oposição.

"Continuaremos atuando como bloco", afirmou o petista.

Ainda de acordo com o acerto entre os partidos quando firmaram o grupo, o PSB deve ficar com a indicação de um nome para a liderança da minoria neste ano, apesar de ser o PT a maior bancada da oposição.

Dentre os nomes mais prováveis para esse posto, segundo uma fonte que acompanha as discussões, está o deputado Gervásio Maia (PSB-PB), ligado ao ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, atualmente presidente da Fundação João Mangabeira, instituição vinculada ao partido. Mas o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) também tem interesse no posto.

Deputados do PSB devem se reunir na terça-feira para definir o líder da bancada e a indicação de um nome para a minoria.

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