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Candidato, Major Olimpio prega união em oposição a Renan

Olimpio, que assumirá seu primeiro mandato no Senado em fevereiro, anunciou que irá concorrer à presidência da Casa.

3 jan 2019
14h54
atualizado às 15h13
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O senador eleito Major Olimpio (PSL-SP) disse nesta quinta-feira que aceitou "a missão" dada por seu partido, o mesmo do presidente Jair Bolsonaro, para disputar a presidência do Senado, mas afirmou que seguirá trabalhando por uma união com outros postulantes ao cargo em uma candidatura de oposição a Renan Calheiros (MDB-AL), que Olimpio apontou como o nome mais forte até o momento.

"Todos sabem que a minha articulação pelo PSL era na união de candidaturas pré-colocadas, principalmente as candidaturas do Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Tasso Jereissati (PSDB-CE), do Alvaro Dias (Podemos-PR) e do Esperidião Amin (PP-SC), e agora com essa missão do partido eu me coloco como mais uma dessas opções, prosseguindo nesse processo de agregação, de fortalecimento, para que tenhamos uma candidatura sólida, com chances de vitória para a presidência do Senado", disse Olimpio a jornalistas.

 Na foto o senador Major Olímpio durante a cerimônia de diplomação realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Na foto o senador Major Olímpio durante a cerimônia de diplomação realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Foto: JALES VALQUER/FRAMEPHOTO / Estadão

Na véspera, o senador eleito disse que havia recebido do presidente do PSL, deputado eleito Luciano Bivar (PE), uma direção para disputar a presidência do Senado e que estava refletindo e amadurecendo sobre esta possibilidade. Nesta quinta, decidiu aceitar a "missão" dada por Bivar e se colocar oficialmente na disputa.

Olimpio, que assumirá seu primeiro mandato no Senado em fevereiro, reconheceu que Renan, que assumirá seu quarto mandato na Casa que já presidiu por três vezes, é o nome mais forte no momento para voltar a comandar a Casa.

"O Renan Calheiros tem uma força significativa. Hoje, notadamente, no meu entendimento, é o candidato mais forte colocado, mas tem uma evolução. Nós temos 28 dias pela frente para construir uma candidatura com bastante solidez", afirmou.

Bolsonaro e seus auxiliares mais próximos, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, têm afirmado que o Palácio do Planalto não se envolverá nas disputas pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.

Já um dos filhos do presidente, o também senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), já se manifestou contrário ao nome de Renan. Para ele, o senador alagoano, que já teve o nome envolvido em denúncias de irregularidades, não é o que a população espera para presidir o Senado.

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