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Política

Maia 'tentou furar a Constituição', ataca Caiado

Governador de Goiás respondeu críticas do ex-presidente da Câmara após vitória de Lira

8 fev 2021 - 13h32
(atualizado às 13h35)
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), diz que o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi "acometido por uma síndrome que atinge com muita frequência as pessoas que não aceitam deixar o poder: 'síndrome da ansiedade de poder'". Para o governador, "ganhar ou perder faz parte de todo o processo político".

Ronaldo Caiado em Brasília
15/06/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ronaldo Caiado em Brasília 15/06/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Nesta segunda-feira, em entrevista publicada pelo Valor Econômico, Maia acusa o presidente do DEM, ACM Neto, de ter entregue ao Palácio do Planalto "na bandeja" a cabeça dos apoiadores da candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) para a sucessão da Casa. Segundo Maia, "a movimentação da cúpula do partido, principalmente do seu presidente e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou claro que há a intenção de aproximação maior com o governo Bolsonaro, que não será apenas uma relação parlamentar com a agenda econômica, mas mais ampla". "Foi um processo muito feito do Neto e do Caiado. Ficar contra é legítimo, falar uma coisa e fazer outra não. Falta caráter, né?", disse Maia na entrevista, referindo-se à mudança de posicionamento do DEM contra Baleia.

Em nota, Caiado respondeu que "a entrevista de Maia não deve ser considerada pela classe política porque é indicadora de internação hospitalar". Segundo Caiado, Maia tentou "furar a Constituição" com a tentativa de reeleição e não havia trabalhado outro candidato para sua sucessão. Para o governador, com a negativa da Corte, o ex-presidente da Casa ensaiou então "um movimento desesperado, de imposição, sem qualquer unidade e coerência".

"Depois de ter sido eleito por três vezes presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo achou que era proprietário das decisões de todos os deputados do Democratas e dos demais da Câmara. Ao reagir desta maneira, desrespeitou toda a bancada de um partido que sempre lhe deu apoio nos momentos mais difíceis. Agir da forma como Rodrigo agiu é o que, de fato, demonstra falta de caráter", rebateu Caiado no texto.

Estadão
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