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Doleiros são alvo de ação da PF contra lavagem de dinheiro

3 mai 2018
07h21
atualizado às 13h25
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Dois doleiros presos no Uruguai nesta quinta-feira na operação "Câmbio, Desligo" deflagrada pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal em desdobramento da Lava Jato atuaram no passado para a JBS, disseram nessa quinta-feira procuradores à frente das investigações.

PF cumpre mandados no Brasil, Paraguai e Uruguai em ação contra doleiros como desdobramento da Lava Jato
PF cumpre mandados no Brasil, Paraguai e Uruguai em ação contra doleiros como desdobramento da Lava Jato
Foto: IstoÉ

Segundo os procuradores, os doleiros identificados como Francisco Muñoz e Raul Pegazzano operaram recursos ilegais em nome da empresa de proteína animal, além de participarem do esquema de lavagem de dinheiro liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

"A operação de hoje foi feita em parceira com o Uruguai, onde houve três presos, e dois deles, Paco (Muñoz) e Raul, operavam também para a JBS", disse o procurador Eduardo El Hage em entrevista coletiva.

"O Uruguai era considerado paraíso fiscal, permitia offshore, mas houve mudança na legislação uruguaia e uma atuação mais combativa nos últimos tempos", acrescentou.

Procurada, a JBS informou que os advogados da empresa estão verificando o assunto. A JBS é controlada pelo grupo J&F, cujos empresários fecharam acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República após denúncias de irregularidades.

A operação desta quinta-feira foi baseada nas delações de dois doleiros que atuaram no esquema de Cabral, que está preso e já foi condenado em diversas ações por desvios de centenas de milhões de dólares dos cofres do Estado.

Os doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Barbosa, o Tony, ficaram presos por 1 ano e 2 meses e foram soltos nessa quinta-feira como parte do acordo de colaboração, mas ainda vão cumprir medidas restritivas, de acordo com o MPF.

Na operação "Câmbio, Desligo" foram expedidos ao todo 53 mandados de prisão contra doleiros que operavam os recursos ilícitos do grupo de Cabral, além de outros envolvidos no esquema.

"A operação abre porta para entrarmos num universo desconhecido. Entramos numa primeira camada, mas há outras camadas... podem ter outros políticos, outros empresários envolvidos, exportadores, tráfico de drogas e armas. Vamos nos esforçar para chegar lá", disse o procurador federal Rodrigo Timóteo.

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Agência Brasil Agência Brasil

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