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Maduro cita Dilma e denuncia "investida imperialista"

27 ago 2016 20h36
| atualizado em 28/8/2016 às 11h40
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou no sábado que existe uma "investida imperialista" contra a presidente afastada Dilma Rousseff e os líderes do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales, além de contra movimentos de esquerda na América Latina.

Nicolas Maduro
Nicolas Maduro
Foto: John Moore / Getty Images

"É uma investida imperialista contra todos, uma investida continental das oligarquias e da direita pró-imperial contra todos os líderes, governos e movimentos progressistas e populares da esquerda revolucionária", disse Maduro durante um ato em Caracas transmitido em rede nacional de rádio e televisão.

Nesse sentido, convocou seus simpatizantes à resistência pois, segundo afirmou, "somos milhões e esta batalha vai muito além das fronteiras da Venezuela".

"A oligarquia brasileira já anuncia que na segunda-feira vai executar o golpe de Estado parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff", destacou Maduro em alusão ao comparecimento da presidente afastada ao Senado, onde se decidirá se será finalmente destituída de seu cargo.

Maduro também comentou o caso do vice-ministro boliviano Rodolfo Illanes, assassinado ao ser linchado esta semana por um grupo de mineradores que o manteve sequestrado durante horas, um fato que aconteceu "para gerar violência" segundo Maduro.

Além disso, o presidente venezuelano afirmou que seu colega equatoriano, Rafael Correa, tinha sido atacado recentemente para "criar uma crise militar".

Esta declaração foi uma referência ao incômodo expressado por Correa porque alguns militares equatorianos, segundo ele, desconhecem sua autoridade.

"Quem pode estar por trás de tudo isto, quem está movimentando os fios macabros do novo Plano Condor para fazer desaparecer as forças progressistas?", se perguntou Maduro.

"Eu digo ao imperialismo que, com Dilma no Brasil, com Evo na Bolívia, com Correa no Equador, com Daniel (Ortega) na Nicarágua (...), a Venezuela vai lutar por seu direito de ter um caminho soberano, independente e próprio", bradou.

Durante o mesmo ato, o chefe de Estado venezuelano reiterou que existe um plano golpista contra seu governo, elaborado dentro dos Estados Unidos, motivo pelo qual pediu à população que paralise o país caso se concretize ou atentem contra sua vida.

EFE   
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