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'Alegria se formará aos poucos' diz Temer, em resposta a declaração do papa sobre Brasil

4 set 2016
15h13
atualizado às 15h50
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O presidente Michel Temer respondeu neste domingo à declaração do papa Francisco de que o Brasil "atravessa um momento difícil". "Ele (o papa) revelou uma preocupação com o Brasil, uma preocupação que, convenhamos, todos temos. Eu acho que a alegria se formará pouco a pouco", afirmou Temer, que está na China para a cúpula do G20.

O comentário do papa aconteceu durante a inauguração de uma estátua de Nossa Senhora Aparecida, considerada pela Igreja Católica padroeira do Brasil, nos Jardins Vaticanos, em Roma.

"Estou contente que a imagem de Nossa Senhora Aparecida esteja nos jardins. Em 2013, eu tinha prometido voltar ao Brasil. Não sei se será possível, mas, pelo menos, agora terei [a santa] mais perto de mim", disse o papa, segundo a agência de notícias estatal italiana Ansa.

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Francisco pediu que os presentes rezassem "para que Nossa Senhora Aparecida siga protegendo todo o Brasil, todo o povo brasileiro, neste momento triste".

Sem fazer referência direta ao momento político brasileiro, o líder da Igreja Católica disse também que não sabia mais se iria ao Brasil em 2017, como tinha sido cogitado anteriormente sobre o roteiro de sua próxima viagem pela América Latina.

Papa Francisco disse não saber se viria ao Brasil em 2017, como cogitou em 2013
Papa Francisco disse não saber se viria ao Brasil em 2017, como cogitou em 2013
Foto: EPA / BBC News Brasil

'Instante complicado'

Ao ser perguntado por jornalistas sobre a declaração do papa, Temer reconheceu que o país havia saído de "um instante um pouco complicado" após o fim do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

Questionado pela BBC Brasil se a indicação do papa de que não viria mais ao Brasil mostrava uma posição refratária ao seu governo, o presidente disse não ser verdade que ele havia feito "planos de vir", mas apenas havia manifestado "um desejo" de retornar quando esteve no país para a Jornada Mundial da Juventude, em 2013.

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Diante da insistência da reportagem sobre se a declaração indicava uma mudança no posicionamento do papa após o impeachment, Temer ficou irritado e não quis responder à pergunta.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse que só se manifestaria após receber um relatório da embaixada brasileira em Roma, para se informar melhor sobre a manifestação do pontífice.

De acordo com a Ansa, semanas atrás, o papa escreveu uma "carta de apoio" à ex-presidente Dilma Rousseff, cujo conteúdo não foi revelado.

Dilma chegou a confirmar o recebimento da mensagem para a agência de notícias, mas afirmou que "não foi uma carta do Papa em sua condição de representante do Vaticano".

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