Governador do Rio altera proibições e promove aglomeração em evento político

5 abr 2021
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Oito dias depois de se aglomerar com amigos e familiares para comemorar seu aniversário de 42 anos, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), promoveu nesta segunda-feira (5) outro evento com aglomeração. Foi a inauguração de uma estação de tratamento de água em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O evento foi realizado depois de uma alteração no rol de eventos proibidos no Estado, para tentar conter a disseminação da covid-19. Em 25 de março entrou em vigor o decreto 47.540, que proibia "inaugurações" e "cerimônias oficiais", entre outros eventos. No sábado foi publicado um novo decreto, de número 47.556, no qual esses eventos não constam da lista dos proibidos.

Dois dias após a mudança, nesta segunda-feira Castro foi a Duque de Caxias para participar da inauguração do Sistema de Abastecimento de Água Tratada de Campos Elíseos, que beneficia moradores do Jardim Primavera, Saracuruna e Cângulo. O evento teve muita aglomeração, registrada em vídeos e fotos.

No domingo anterior (28), três dias após o início de um super feriadão de dez dias que ele mesmo decretou em todo o Estado para evitar aglomerações e tentar conter a disseminação do coronavírus, o governador festejou seu aniversário em uma casa em Itaipava, distrito de Petrópolis, na região serrana fluminense.

Depois da repercussão ruim da comemoração, ele pediu desculpas à população. "Neste domingo, 28, me reuni com familiares para um almoço de aniversário. Reconheço que foi um erro e, por isso, gostaria de pedir desculpas a todo cidadão fluminense que se sentiu ofendido em meio a esse período de restrições que estamos vivendo", afirmou texto divulgado pelas redes sociais. "Queria pedir desculpas, queria reconhecer o erro aqui e pedir desculpas pra toda a população fluminense", afirmou Castro em vídeo sobre o episódio.

Questionado nesta segunda-feira sobre a mudança na lista de eventos proibidos e a inauguração realizada em Duque de Caxias, o governador não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Estadão
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