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Esperança pela aprovação da Previdência é nota 7, diz Temer

9 fev 2018
09h01
atualizado às 09h29
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O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira, em entrevista à Rádio Guaíba , de Porto Alegre, que seu nível de esperança com a aprovação da reforma da Previdência hoje é "nota 7", mas espera chegar a 10 nas próximas semanas.

Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília
31/01/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 31/01/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"Minha esperança pela aprovação da reforma da Previdência hoje é nota 7. Espero conseguir chegar a 10. Temos que conseguir convencer os colegas parlamentares", disse Temer.

O governo tem corrido contra o tempo para conquistar apoio para aprovar a reforma. A data para a proposta entrar em votação foi empurrada para o dia 28 de fevereiro, e os debates começam no dia 20.

Nesta semana, o relator da matéria, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), apresentou algumas mudanças no texto para tentar atrair mais votos, mas o governo ainda trabalha com apenas 267 votos garantidos, contra os 308 necessários para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição.

Combustíveis

Perguntado sobre o alto preço da gasolina, Temer defendeu a política da Petrobras, de aumentar e reduzir o valor de acordo com os preços internacionais, e colocou a culpa dos altos preços nos postos e nas distribuidoras.

"Quando o valor aumenta os postos reajustam, mas quando o valor reduz, eles não reduzem", criticou. "Não vamos permitir essa agressão ao consumidor. Determinamos ao Cade e a Polícia Federal que faça a fiscalização dos postos de combustíveis".

Temer ainda mencionou que o governo estuda para as próximas semanas uma forma de "compensar o aumento do preço do gás de cozinha para os mais pobres".

O governo federal já teve programa semelhante. O vale-gás foi criado no governo de Fernando Henrique Cardoso e pagava um auxílio para famílias de baixa renda. Esse foi um dos programas incorporados ao Bolsa Família no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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