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Dilma visita Rússia para fortalecer relações entre os dois países

13 dez 2012
14h25
atualizado às 14h56
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Dilma Rousseff começou nesta quinta-feira em Moscou sua primeira visita oficial à Rússia como presidente do Brasil, com o objetivo de aumentar as trocas comerciais entre os dois países emergentes.

A presidente se reuniu com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev, antes de um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin.

"Acredito que os acordos que vamos assinar amanhã vão contribuir de maneira incontestável no desenvolvimento da nossa parceria", declarou Dilma em comunicado divulgado no site do governo russo.

Os dois países querem aprofundar a parceria estratégica em relação à energia, à pesquisa espacial, à cooperação cientifica, à formação de especialistas e ao intercâmbio cultural, informou o Kremlin.

"Nossas trocas comerciais aumentaram consideravelmente ao longo dos últimos anos", declarou Medvedev.

"Mas isso não significa que está tudo decidido e que não restam questões que ainda precisem ser abordadas", completou, sem indicar ao que se referia.

A descoberta no Brasil de um caso atípico do vírus da vaca louca é acompanhada com atenção pela Rússia, maior importador de carne brasileira. Moscou estuda uma eventual suspensão das compras, o que já foi feito pelo Japão.

Na sexta-feira, Dilma deve participar de um fórum russo-brasileiro sobre turismo, inovação e infraestrutura.

O desenvolvimento das trocas bilaterais ilustra a maior cooperação entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A presidente também falou sobre o fortalecimento do papel dos dois países nesse grupo e no Fundo Monetário Internacional (FMI).

O esporte também pode entrar na pauta das conversas entre Dilma e Putin, já que os dois países organizam as duas próximas Copas do Mundo de futebol, no Brasil em 2014 e na Rússia em 2018.

Dilma anunciou na quarta-feira a construção de pelo menos 800 aeroportos regionais no Brasil, na tentativa de melhorar a precária infraestrutura de transportes no país, que receberá também os Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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