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Demora na sabatina de Mendonça "beira o absurdo", diz Flávio

André Mendonça foi indicado há dois meses pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal

16 set 2021 16h36
| atualizado às 17h01
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Senador Flávio Bolsonaro em Brasília
20/03/2020 REUTERS/Adriano Machado
Senador Flávio Bolsonaro em Brasília 20/03/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Indicado há dois meses pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, o ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, tem o apoio público do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) na cruzada para ver seu nome avaliado pelo Senado Federal. O filho mais velho do presidente disse nesta quinta-feira (16) que "beira o absurdo" a demora em pautar a sabatina de Mendonça.

Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro também afirmou que "seria vergonhoso, mais uma vez, o STF decidir pelo Senado", em referência ao mandado de segurança apresentado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) para o Supremo obrigar a Casa Legislativa a pautar a sabatina. Em abril, o tribunal determinou que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), instalasse a CPI da Covid.

"André Mendonça tem todas as qualidades para estar no STF. O Presidente da República indica o nome e os Senadores votam SIM ou NÃO. Já beira o absurdo o Senado não fazer sua parte, após 65 dias desde a indicação", escreveu Flávio.

Cabe ao senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, pautar a sabatina. O nome só segue para votação no plenário se for aprovado antes pelo colegiado. A resistência em analisar a nomeação veio após investidas do presidente contra o STF e o Congresso.

Esta é a segunda indicação de Bolsonaro para o STF. No ano passado, ele nomeou o ministro Kassio Nunes Marques para a cadeira de Celso de Mello. Desta vez, o presidente precisou cumprir a promessa, feita a suas bases conservadoras, de escolher um nome 'terrivelmente evangélico' para a Corte. André Mendonça é pastor presbiteriano.

Estadão
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