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Correção: Doria escolhe chefe da CET para comandar a Dersa

9 jan 2019
16h51
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A nota distribuída ontem contém uma imprecisão. É apenas parte da Tamoios que está paralisada, e não as obras da Tamoios. Segue o texto corrigido e ampliado:

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), escolheu o atual chefe da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista, Milton Persoli, para presidir a Dersa, estatal responsável pelas grandes obras viárias do Estado e imersa em casos de corrupção investigados pela Lava Jato.

Engenheiro com 40 anos de carreira dentro da Prefeitura, Persoli entregou na tarde desta segunda-feira, 7, seu pedido de afastamento da presidência da CET, cargo que ocupava desde abril do ano passado. O nome dele deve ser apresentado ao conselho de administração da Dersa pelo secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano.

Embora seja filiado ao PSD desde 2011, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Persoli vai assumir o novo cargo por indicação do ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (DEM), aliado de Doria e correligionário do vice-governador Rodrigo Garcia. Leite já havia indicado Octaviano para comandar a secretaria no governo do Estado, a exemplo do que fez na Prefeitura durante a gestão Doria-Covas.

Antes de assumir a CET, Persoli foi prefeito regional do Aricanduva no governo Doria, chefe da Defesa Civil no governo Fernando Haddad (PT), por indicação do ex-secretário e vereador Ricardo Teixeira (PROS), e subprefeito de São Miguel Paulista na gestão Gilberto Kassab (PSD).

Na Dersa, Persoli terá como principal desafio retomar as obras do Trecho Norte do Rodoanel e da Nova Tamoios, ambas paralisadas no fim do ano passado. No primeiro caso, metade dos contratos foi rescindida em dezembro, ainda no governo Márcio França (PSB), e a Dersa terá de fazer uma nova licitação para concluir o anel viário, que está três anos atrasado.

O Rodoanel Norte foi alvo de investigação da Lava Jato paulista, que prendeu o ex-secretário e ex-presidente da Dersa Laurence Casagrande, ex-diretores da estatal e executivos da OAS e Mendes Júnior, em junho de 2018, por suspeita de desvios de R$ 625 milhões. Todos já foram soltos e denunciados por fraude à licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha na Justiça Federal.

Estadão

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