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Ciro diz que só ele pode salvar mercado e fala de aliança por corrente de opinião

27 jan 2022 14h58
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O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, voltou a falar que seu plano econômico, e, durante entrevista à Nova Brasil FM nesta manhã, afirmou ser o único candidato que pode "salvar" o mercado.

"Se o mercado não fosse tão curto-prazista, não fosse tão curto nas suas reflexões, ele ia ver o que eu estou vendo", disse o pedetista. "O Brasil, que era o País do mundo que mais crescia, virou o país do mundo que menos cresce", continuou. Ciro reclamou ainda que a dívida brasileira está caminhando "aceleradamente" para 100% do PIB.

No seu projeto para evitar esse cenário, ele voltou a repetir o discurso de campanha e afirmou que está no seu plano a taxação de grandes fortunas, cobrando uma alíquota de 0,5% a 1,5% de alíquota de todas as fortunas acima de R$ 20 milhões. Como a medida, disse, ele pode atingir 58 milhões de brasileiros. Além disso, o ex-governador falou em acabar com as desonerações.

Questionado sobre suas propostas para lidar com a inflação, Ciro reforçou que o "problema (da inflação) chama-se governo", e que, caso assuma a presidência da República, irá fazer mudanças na política de preços da Petrobras, já que, segundo ele, os custos foram 'dolarizados'. "O governo administra uma política de preços absolutamente criminosa: dolarizou os custos da Petrobras e, ao invés de produzir gasolina aqui, está diminuindo a capacidade de produção do Brasil e importando do estrangeiro em dólar."

Ciro ainda reiterou que o lucro das petroleiras globais é consideravelmente menor do que o da brasileira. "As petroleiras internacionais têm lucro de 6% ao ano, a Petrobras está com um lucro de 38% ao ano nas costas do povo brasileiro e da dona de casa que não dá conta de pagar o gás de cozinha."

Eleições

Enquanto partidos de esquerda se unem na busca de construir uma federação, que pretende abarcar interesses do PT, PSB, PCdoB e do PV, Ciro, afirmou que procura alianças através de uma "corrente de opinião". O ex-governador então criticou o comportamento "pragmático" de partidos políticos.

"Os partidos políticos estão dominados por interesses pragmáticos. Então a pesquisa diz que o Lula já ganhou e é impressionante. Vai para lá o (Guilherme) Boulos e o (ex-governador Geraldo) Alckmin", disse. "O que o Boulos tem a ver com o Alckmin? O que pode sair daí de política para o povo a não ser o poder pelo poder?"

O ex-ministro diz estar conversando com Marina Silva (Rede) e seu partido, com o DEM - apesar de afirmar que há um constrangimento devido à fusão da sigla com o PSL para criação do União Brasil. Ciro também afirmou também ter dialogado com Kassab para a construção de uma aliança, e com o PSB. Esse último, no entanto, criticou ser um partido que hoje está sendo "manipulado de fora pra dentro pelo Lula". Apesar da crítica, Ciro fez elogios a Márcio França, nome que a sigla tem tentado colocar como governador de São Paulo.

O ex-governador negou que tenha conversado com o MDB, destacando que o partido já tem o nome da senadora Simone Tebet para a presidência. Ele afirma que uma aliança com a senadora não aconteceria porque a burocracia jamais permitiria sua construção com a candidata. "A burocracia do MDB jamais permitirá, porque ela (a burocracia) já está comprada pelo Lula."

No entanto, Ciro fez elogios à pré-candidata. "Atenção Brasil, presta atenção nessa senhora senadora Simone Tebet. Ela pode ser uma adversária importante minha, mas ela é diferente também dessa turma toda aí."

Estadão
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